Quarta, 26 Fevereiro 2020 12:23

Sucesso do programa família Que Acolhe

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Família que Acolhe já atendeu mais de 17 mil crianças em Boa Vista

As ações voltadas à promoção do desenvolvimento infantil têm transformado Boa Vista em referência nacional e internacional

O programa Família que Acolhe fecha 2019 com a marca de 17 mil crianças atendidas. Os números levam em consideração os cadastros feitos desde 2013, quando o programa foi criado.

O programa foi o pontapé inicial da política pública de primeira infância em Boa Vista. As ações voltadas à promoção do desenvolvimento infantil têm transformado a cidade em referência nacional e internacional, reconhecida, inclusive, por autoridades e especialistas no assunto como a Capital da Primeira Infância.

O foco do Família que Acolhe é proporcionar às crianças um ambiente adequado para seu crescimento físico e emocional na fase que vai da gestação aos seis anos de idade. Em Boa Vista, essa política pública integra ações na saúde, educação, gestão social, e mais recentemente, obras e urbanismo.

“Essa marca é graças a um trabalho iniciado ainda em 2013, quando o FQA foi criado. Hoje nossa política de primeira infância vai além do FQA. Pensamos uma cidade inteira para os pequenos que sem dúvidas cresceram com melhor qualidade de vida e oportunidade”, destacou a prefeita Teresa Surita.

A prefeita Teresa Surita durante vista à sede do FQA, na zona Oeste de Boa Vista — Foto: Cláudia Ferreira/SEMUC

A prefeita Teresa Surita durante vista à sede do FQA, na zona Oeste de Boa Vista — Foto: Cláudia Ferreira/SEMUC

No Família que Acolhe, a reunião de serviços para mães e bebês vão desde o acompanhamento do pré-natal, consultas, nutricionistas, vagas garantidas em creches, acesso a programas de alimentação, visitação domiciliar e oficinas que ensinam as famílias como melhorar o cuidado com os filhos.

A Universidade do Bebê, uma das principais atividades do programa, funciona como uma faculdade mesmo. Os pais frequentam todo mês as oficinas onde recebem orientações e aprendem como lidar com cada fase da criança, desde a gestação: a importância da amamentação, alimentação saudável, o cuidar e o brincar.

A beneficiária Benvida Oliveira Miranda e a filha Thamirys, de 2 anos, participam da oficina sobre brincadeiras. — Foto: Prefeitura de Boa Vista/Semuc

A beneficiária Benvida Oliveira Miranda e a filha Thamirys, de 2 anos, participam da oficina sobre brincadeiras. — Foto: Prefeitura de Boa Vista/Semuc

A doméstica Benvinda Oliveira Miranda, 45 anos, já passou por quase todas as oficinas ofertadas pelo programa. Hoje, ela e a filha Thamirys, 2 anos, participam das atividades de confecção de brinquedos. Enquanto produzem os brinquedos, mãe e filha passam mais tempo juntas e fortalecem os vínculos afetivos.

“Eu aprendi no Família que Acolhe que a gente tem que ter mais atenção e brincar mais com os filhos. Com os meus outros filhos não tinha esse programa, então, eu vi coisas que evoluíram muito comigo e com minha filha. As palestras, as meninas que têm me ensinado passam muito amor pra gente passar para os filhos”, disse.

Por que investir na primeira infância é tão importante?

Antes de falar do benefício dos investimentos, é preciso entender primeiro o que é primeira infância e porque esse termo ganha cada vez mais espaço nas discussões sobre políticas voltadas ao atendimento das necessidades das crianças.

“A primeira infância é o período mais importante da vida, porque é nessa fase que a personalidade da criança é formada, é nessa fase que as experiências que ela vivencia serão refletidas para o resto da vida. É a fase em que a criança mais aprende, em que ela explora em seu potencial máximo todas as competências relacionadas ao cognitivo, ou seja, relacionada a aprendizagem”, explicou a psicóloga Elane Florêncio.

Prefeitura investe na fase mais importante da vida de uma pessoa: a primeira infância.   — Foto: Igorh Martins/SEMUC

Prefeitura investe na fase mais importante da vida de uma pessoa: a primeira infância. — Foto: Igorh Martins/SEMUC

Estudos científicos como Importância dos Vínculos Familiares na Primeira Infância, do Núcleo Ciência Pela Infância, destacam que investimentos em programas voltados para a primeira infância podem dar um retorno bastante positivo para as crianças e para a sociedade como um todo.

“Crianças que tiveram boas oportunidades na infância (escolares, afetivas e sociais) tendem a apresentar um melhor desempenho acadêmico e profissional, um maior ajuste social e uma menor propensão à criminalidade, uso de drogas, adoecimento físico ou mental”, afirma o estudo.

O que os estudos apontam, a atendente Amanda Belizário, 26 anos, mãe de primeira viagem da Ana Clara, de 2 anos, aprende na prática no Família que Acolhe e sabe que vai fazer diferença na vida da filha.

“As crianças aprendem a compartilhar, a brincar mais. Ela [Ana Clara] é muito desenvolvida, aprendeu as cores, as letras. Eu gosto muito do Familia que Acolhe, de vir para as reuniões, eu não gosto de faltar, é muito importante para minha filha porque eu prezo muito pela primeira infância”, comentou.