Quarta, 11 Dezembro 2019 09:38

JALSER MUDA REGIMENTO ILEGALMENTE...ORAS, ele vive fazendo isto!

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REDAÇÃO AgNorte

agnorte.com.br

Por Marlen Lima

Não é de hoje que este site de notícias expõe o que existe de mais doente na política macuxi, que é um parlamento comandado por um camarada insandecido pelo poder - Jalser Renier, um ratuno político que age nas penumbras sórdidas para prejudicar o Estado. 

Jalser fica ainda um pior político quando contrariado.

Ele não aceita isto!

Para tanto quando isto ocorre ele parte para cima e de forma violenta agride seus advesários, e isto sobra até para os 'parceiros', e especialmente aos asseclas, caso de Xingu, Marcelo Cabral, Ione Pedroso, Betânia...

Desta forma, o AgNorte sempre tem exposto que nessa ânsia de se manter no poder, Jalser, agora mexe de forma altamentte autoritária, usado da prerrogativa de ser presidente da Assemblea Legislativa de Roraima age ilegalmente quando decide modificar o Regimento Interno da ALE-RR - sem que leve isto ao conhecimento e votação do Plenário, que é soberano no poder legislativo - e obrigatório.

Isto não é decisão unilateral, e sim, de Plenário!

E Jalser faz tudo isto para ter o controle das Comissões Permanentes da ALE-RR, e assim poder atingir os deputados que 'não comem na sua mão', caso de Soldado Sampaio e Catarina Guerra, por exemplo.

Para poder atingir estes dois deputados, um ele quer até que tenha o mandato cassado pela Comissão de Ética, desta forma Jalser Renier quer tirar a deputada Catarina Guerra desta comissão. Ele quer poder montar as Comissões Orçamento, Fiscalização Financeira, Tributação e Controle; Defesa dos Direitos da Família, da Mulher, da Criança, do Adolescente e Ação Social; e Ética Parlamentar - do jeito que ele entende que pode mandar que os deputados 'vendidos' façam o que ele deseja.

Jalser age cretinamente quando tudo isto deve ser regido numa sessão em Plenário, com a votação de todos os deputados. Mas, jalser não reza a cartilha da ética, do respeito, do correto, da real transparência...Ele prefere o lado obscuro da política onde 'paga' para ter tudo o que tem e o que deseja...Né não Ione, Betânia, Xingu, Marcelo??

FATO

O Diário Oficial da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) trouxe a publicação, nesta terça-feira, 10, da Resolução nº 58/19, que altera os incisos VII, XVII e XX da Resolução n° 003/19, que designa a composição das Comissões Permanentes da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima para o biênio 2019/2020.

Na prática, a Mesa Diretora, presidida atualmente pelo deputado Jalser Renier (SD), promoveu mudanças na composição em trêsrato na política jalser Comissões Permanentes (Orçamento, Fiscalização Financeira, Tributação e Controle; Defesa dos Direitos da Família, da Mulher, da Criança, do Adolescente e Ação Social; e Ética Parlamentar) sem a apreciação e aprovação do Plenário, em desacordo com o que diz o Regimento Interno da Casa.

As modificações não se justificam, senão para prejudicar a deputada Catarina Guerra (também do SD) - que recentemente declarou não apoiar as ações de Jalser Renier à frente da Mesa Diretora da ALE-RR. Este mesmo Jalser que é investigado e acusado pelo Ministério Público de Roraima - MPE - pela prática de corrupção - e atrasar a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2020, atualmente em debate na Casa.

NOTA

Em nota enviada à imprensa, Catarina Guerra aponta diversas irregularidades na decisão de Jalser, em substitui-la na Comissão de Orçamento, assim como modificar a composição de outras duas Comissões Permanentes.

"Nosso regimento prevê que as vagas nas comissões serão indicadas pelos líderes de blocos, partidos ou bancadas, no entanto, uma vez indicados, o mandato é de dois anos, só havendo a perda da vaga em hipóteses taxativas previstas no Art. 51 do regimento interno", afirma a parlamentar.

VERDADE

O Art. 51 diz textualmente: "A vaga na Comissão verificar-se-á por renúncia, perda do lugar, cassação de mandato, por opção ou desfiliação partidária pelo qual foi feita a indicação". No caso da "perda de lugar", diz o parágrafo 1º, ocorre quando o membro efetivo da Comissão deixar de comparecer a três reuniões consecutivas ou a seis alternadas. Não é nenhum dos casos.

Catarina afirma também que, para justificar o pedido de substituição nas Comissões, a deputada Ione Pedroso, que é mais um fantoche nas mãos de Jalser, invocou um artigo, só que sendo do Regimento da Câmara Federal, e falsamente alegou que isto estava omisso no Regimento da ALE-RR.

Ou seja, Ione "usou de artifício antirregimental".

Catarina recorrer oficialmente a tudo isto, mas, claro, ela não foi atendida, e jalser ignorou tudo.

 

Leia a nota na íntegra:

"Nosso Regimento prevê que as vagas nas comissões serão indicadas pelos líderes de blocos, partidos ou bancadas, no entanto, uma vez indicados, o mandato é de dois anos, só havendo a perda da vaga em hipóteses taxativas previstas no art. 51 do regimento interno.

Entretanto, o Partido Solidariedade, por meio da líder Ione Pedroso, usou de artifício, antirregimental, para invocar um artigo do Regimento da Câmara Federal, sob a falsa alegação de omissão no nosso Regimento, para permitir que a líder do partido me substituísse das comissões. Protocolei um requerimento demonstrando minhas razões e a arbitrariedade que estava sendo cometida, porém foi ignorado e eu sequer tomei conhecimento da aprovação da resolução que foi publicada no Diário Legislativo de hoje.

Nosso Regimento está sendo rasgado e a Assembleia submetida aos desejos de um único deputado, Jalser Renier, que não tem moralidade para comandar esse Parlamento, inclusive porque o parágrafo único do Art 191 exige aprovação por maioria simples em turno único dos projetos de resolução. Procedimento que não fui participada no caso da resolução 58/19."

Alvo de perseguições e discriminação dentro do próprio partido

Desde que se declarou contrária às ações de Jalser Renier, a deputada Catarina vem sofrendo todo o tipo de perseguição e discriminação dentro do próprio partido e naquela Casa de leis. Ameaça de expulsão do partido pelo presidente regional da sigla, deputado federal Otaci Nascimento, ataques por parte de blogueiros(as) pagos(as), supostamente por Jalser Renier com recursos da ALE-RR, são somente alguns dos casos registrados contra Catarina.

A parlamentar decidiu se afastar de Jalser Renier depois de conhecer de perto como age o presidente da ALE-RR e por discordar com seu jeito de "fazer política". Por causa disso, ela quase foi agredida fisicamente por ele durante reunião na Presidência da ALE-RR, da qual a parlamentar "saiu aos prantos", conforme relatou um assessor parlamentar que assistiu à cena.

Ainda de acordo com a fonte, o principal motivo do desentendimento que culminou na quase agressão física (houve agressões verbais), é que Jalser Renier se sente traído por Catarina Guerra ter se aproximado do governador Antonio Denarium e hoje fazer parte de sua base aliada na ALE-RR.

Escândalo dos Gafanhotos

Quem conhece Jalser Renier sabe que ele age sem escrúpulos para conseguir o que deseja se manter no poder - o que o levou a responder a processo por participação no famoso "Escândalo dos Gafanhotos", maior e mais famoso casos corrupção de Roraima, que desviou mais de R$ 230 milhões da folha de pagamento do Estado.

Jalser Renier chegou a ser condenado a oito meses de reclusão pelo crime de peculato. Ele chegou a ser preso em 2017, porém, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a condenação, o parlamentar foi solto e o processo voltou para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

Atualmente, Jalser Renier é investigado pelo Ministério Público de Roraima (MPRR), acusado pelos crimes de peculato, organização criminosa, e lavagem de dinheiro.

"Além de denúncia em fraudes de processos licitatórios, em julho deste ano o MPRR denunciou Jalser, a mulher dele, Cinthya Lara Padilha, e outras 15 pessoas por peculato, organização criminosa, e lavagem de dinheiro. Eles foram acusados por um desvio milionário em processos licitatórios investigados no âmbito das operações Cartas Marcadas e Royal Flush", detalha reportagem do portal G1 Roraima.

Condenado por agredir prefeita

Mas Catarina Guerra não é a única vítima dos destemperos de Jalser Renier. Por ocasião do segundo turno das eleições 2018, Jalser Renier invadiu o estúdio da Rádio Equatorial (93 FM), para confrontar a prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB), que naquela ocasião concedia entrevista para afirmar que não apoiaria nenhum dos dois candidatos ao Governo do Estado (disputavam aquela eleição o ex-governador Anchieta Júnior e o empresário Antonio Denarium, que no final sagrou-se vencedor).

Inconformado por Teresa não apoiar mais o seu candidato, Anchieta Junior, o deputado Jalser Renier partiu para cima da prefeita, proferindo ofensas contra ela e só não a agrediu fisicamente porque foi impedido por assessores dela e funcionários da emissora. Ele chegou a agredir um segurança da prefeita. Tudo foi registrado em vídeos que viralizaram na internet.

"Você vai pagar, sua vaca. Você é uma pilantra, você é que rouba. Você rouba. Você é uma puta que rouba. Eu vou te prender, sua puta. Você vai ver o que vai acontecer", ameaçou Jalser em um dos vídeos.

As agressões contra a prefeita renderam uma condenação judicial. No dia 26 de novembro último, o juiz Bruno Fernando Alves Costa, da Primeira Vara Cível, condenou Jalser Renier a pagar R$ 40 mil de indenização à prefeita Teresa Surita.