Quinta, 20 Dezembro 2018 08:47

LEOCÁDIO GARANTE QUE PROVARÁ SUA INOCÊNCIA

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REDAÇÃO AgênciaNorte

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Uma notícia que pegou, sim, a sociedade roraimense de surpresa, e causou certo espanto, e foi diante disto que o ex-secretário da Secretaria de Saúde (Sesau), o cearense mais macuxi do Estado, Leocádio Vasconcelos, que num encontro com jornalistas ratificou sua inocência, no que chamou de um processo de decisão absurda, que também o pegou de surpresa, mas, que vai recorrer de sentença do Tribunal Regional Federal 1º (TRF1).

Nesta quarta, assim que tal decisão do TRF saiu, Leocádio rebateu ponto a ponto do que foi acusado, porém, resutltou em uma setença por crime de fraude em licitação na Sesau, em 2009/10. Porém, o ex-sexretário, que tem por Roraima enorme respeito e amor, tendo escolhido por aqui viver com sua família, se sentiu na obrigação de dar sua declaração sobre o caso, uma vez que ele esteve à frente da pasta em 2011 - Governo de José Anchieta Jr, que faleceu no último dia 6, aos 53 anos.

"A minha manifestação, aqui, hoje é exclusivamente em respeito à sociedade roraimense. Eu estou magoado, decepcionado com a sentença, mas a minha preocupação maior é em respeito às pessoas que me conhecem. Estou em Roraima há quase 28 anos e não vou permitir que o juízo de valor que a sociedade tem a meu respeito seja jogado por água abaixo, por uma decisão que eu jamais imaginaria que um dia pudesse receber, sem o menor fundamento”, afirmou.

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou material acusatório em que coloca Leocádio e Samir Hatem, que também foi ex-gestor da Sesau, no período de 2009 e 2010, ambos teriam favorecido uma empresa na aquisição de medicamentos para as unidades de saúde do Estado.

“Essas licitações foram feitas em 2009, e as notas fiscais foram todas emitidas em 2010. Em 2011, época em que assumi a secretaria, eu não paguei nada para empresa nenhuma, mais, sim, repassei os valores de duas notas para o Banco do Brasil, porque a empresa havia levantado, em 2010, um financiamento junto ao banco de forma legal, com aval da Sesau, com vencimento para abril de 2011. Eu paguei essas notas, porque se não fizesse isso, a pasta ficaria inadimplente perante o banco”, explicou Leocádio, de forma tranquila, serena, ele ratificou que quando assumiu a Sesau, a pasta tinha 60 notas fiscais pendentes, algo em torno de R$ 5 milhões, e que as duas que resultaram na sua condenação, somadas, eram pouco mais de R$ 600 mil.

“Eu paguei 60 notas fiscais da empresa para o banco, e depois o Ministério Público Federal vem dizer que daquelas 60 notas, duas não deveriam ter sido pagas porque as mercadorias não teriam sido entregues ou foram trocadas por outras. Porque que o órgão não fiscalizou essa questão, se eles já tinham conhecimento dessa irregularidade? Foi prevaricação do MPF e infelizmente a magistrada acolheu [a recomendação do MPF], sem se preocupar com a verdade dos fatos”, pontuou o ex-secretário, que reafirmou que vai recorrer da sentença de cinco anos de reclusão e 10 anos de detenção, além de pagamento de multa.

1990

Leocádio Vasconcelos foi um dos nomes renomados em sua área fiscal da Fazenda, que veio para Roraima pelas mãos do brigadeiro Ottomar PInto, em seu primeiro governo eleito pelo povo, em 1990, e sendo considerado o melhor governador do Estado, o mais popular, e que tinha uma forte característica de governar com mão de ferro, o que sempre resultou numa administração firme, sem máculas, e Leocádio foi um de seus secretários de Estado de maior confiança.

Leocádio Vasconcelos sempre foi profissional que ajudou ao Estado a crescer sua renda fiscal, o que contribuiu diretamente para o crescimento econômico - quando das muitas vezes esteve à frente da Secretaria do Estado da Fazenda (Sefaz).

Justamente por sua credibilidade em atuação pela Sefaz, ações de correção ímpar diante de suas gestões, Leocádio foi convidado por outros governantes a administrar outras pastas, senão da Fazenda, e ele sempre atuou de forma serena, ética, e acima de tudo em respeito às leis, daí sua preocupação em mostrar que houve erro na apresentação da denúncia da MPF.