Quinta, 13 Dezembro 2018 07:20

MAIS QUALIDADE DE VIDA PARA MULHERES

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ALE promulga projetos e cirurgias reparadoras de mamoplastia e pós gastroplastia agora são leis

Agora é lei, e os vetos governamental foram todos derrubados pelos deputados, assim, nesta quarta, 12, a Assembleia Legislativa (ALE-RR) promulgou os projetos de leis que determinam procedimentos para a realização de cirurgias plásticas reparadoras de abdominoplastia e lipoaspiração pós gastroplastia, cirurgias plásticas reparadoras de mamas em casos de mutilação total ou parcial decorrente de tratamento de câncer, bem como cirurgia de mamoplastia redutora, em casos de seios excessivamente grandes, pela Rede Estadual de Saúde.

A partir da promulgação, e conforme o projeto, ficam as unidades de saúde públicas estaduais obrigadas a realizarem cirurgias plásticas reparadoras de abdominoplastia e lipoaspiração em casos de pessoas que tenham passado pelo procedimento. Além de fazer o acompanhamento dos pacientes durante os períodos pré e pós-operatório, por meio de especialistas, observando a real necessidade e comprometimento à saúde dos mesmos, as condições clínicas, bem como qual cirurgia reparadora será mais indicada.

Mecias de Jesus, autor da proposta, explica que não se trata apenas de uma questão estética, e, sim, de recuperação da saúde destas pessoas pela elevação da auto-estima. Segundo ele, as pessoas realizam cirurgias bariátricas quando o excesso de peso gera um alto risco à saúde.  

“As cirurgias reparadoras em casos de pós-cirurgia bariátrica, não se trata apenas de estética, mas sim de um procedimento corretivo de essencial importância à saúde, visto que a aparência física, aliada ao estado de espírito é essencial para precaução de doenças, dentre elas a depressão”, reiterou Mecias.

Quanto às mamas, o SUS (Sistema Único de Saúde) já realiza procedimentos reconstrutivos para mutilações de diversas origens. Entretanto, além do aumento do índice de câncer de mama, muitas mulheres têm problemas de saúde devido aos seios excessivamente grandes, afetando a auto-estima e muitas vezes, levando à depressão.

O projeto assegura, no âmbito estadual, que a paciente acometida do câncer de mama seja submetida à cirurgia reparadora no mesmo tempo cirúrgico, quando houver condições técnicas. Caso seja impossível a reconstrução imediata, a cirurgia será realizada imediatamente após a paciente alcançar as condições clínicas necessárias.

Para Mecias, o câncer de mama é uma espécie de fantasma que assusta toda mulher. Para ele muitas vezes a cura envolve a mutilação do corpo naquilo que é mais simbólico da feminilidade, os seios, colocando em risco também a saúde psíquica da mulher. “Até pouco tempo atrás, não se falava em reconstrução de mama. E ter as mamas reconstruídas é um renascimento para a mulher. O impacto na auto-estima, no relacionamento afetivo e na vida social é muito grande”, acrescentou.

Nos casos de redução das mamas devido ao tamanho excessivo, após a avaliação, a paciente será encaminhada para a realização da cirurgia plástica redutora e corretiva. Deste modo, fica o Estado obrigado a prestar tal cirurgia garantindo a paciente total recuperação.