Segunda, 14 Fevereiro 2022 10:40

DIA MUNDIAL DO RÁDIO QUE NÃO É ESQUECIDO

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Parceria com Câmara Federal vai permitir expandir programação da Rádio Assembleia

O Dia Mundial do Rádio é comemorado neste domingo (13). A data, criada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), tem como finalidade comemorar um dos meios de comunicação de massa de mais baixo custo, sendo a mídia popular mais antiga da história, cuja primeira transmissão oficial ocorreu em 1906, em Massachusetts, nos Estados Unidos. Em 7 de setembro deste ano, ele completa um século no Brasil. 

Há seis décadas e meia, esse meio de comunicação instantâneo e de grande alcance faz parte da história do Estado com a primeira emissora, a Rádio Difusora de Roraima (AM-590).   

A Rádio Assembleia, 98,3, na frequência da Rádio Senado FM, resultado de um convênio entre o Legislativo estadual e o Senado Federal, é a mais jovem estação radiofônica do Estado, que possui atualmente, segundo dados do Sindicato dos Radialistas Profissionais e dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão, Televisão e Publicidade de Roraima (Sindrap-RR), 11 emissoras.   

Com uma programação diversificada, há dez meses a Rádio Assembleia, diariamente, presta um serviço de utilidade pública à sociedade, levando aos ouvintes informações sobre tudo o que acontece na Casa Legislativa, com transmissões ao vivo. Na grade, constam ainda entretenimento, regionalismo e esporte. 


“Sem sombra de dúvida, o rádio é o meio de comunicação mais democrático da história. Temos como exemplo a Rádio Roraima, que é patrimônio dos roraimenses. E quem sintoniza a nossa Rádio Assembleia, tem a oportunidade de conhecer e acompanhar o dia a dia do Poder Legislativo”, ressaltou o presidente da Casa Legislativa, Soldado Sampaio (PCdoB).  

O rádio é um vetor de comunicação coletiva e de formação de opinião. E a Rádio Assembleia cumpre a função de informar as pessoas sobre o universo político, social e econômico do Parlamento, estimula a cidadania e a participação pública na tomada de decisões. 

“A Rádio Assembleia leva para a população de Roraima esse trabalho que é desenvolvido na Assembleia Legislativa, como os serviços oferecidos pelo Chame [Centro Humanitário de Apoio à Mulher], Procon Assembleia, Fiscaliza Roraima, programas especiais e a Escolegis [Escola do Legislativo], que tem dado oportunidade para as pessoas se capacitarem e ingressarem no mercado de trabalho”, ressaltou a superintendente de Comunicação, Sônia Lúcia Nunes. 

Ela anunciou novidades que em breve devem ser colocadas em prática. “Vamos expandir a nossa programação quando efetivarmos o sinal da Rádio Câmara, numa parceria com a Assembleia Legislativa, que permitirá alcançar todos os municípios, dando opção para a população escolher um meio de comunicação para se informar com credibilidade e responsabilidade”, contou.  

O documento de consignação para instalação de uma sintonia em parceria com a Rádio Câmara já foi entregue ao presidente da Assembleia Legislativa de Roraima pelo Ministério das Comunicações, com intermediação do deputado federal Hiran Gonçalves (PP). 

 

Rádio, uma paixão 

O primeiro contato com o rádio foi durante as aulas de radiojornalismo na faculdade. A caixinha falante ganhou a simpatia da jornalista Angra Soares, que ainda na condição de acadêmica, buscou conquistar seu espaço na radiodifusão sonora. 

“Gostei e me identifiquei. Já trabalhei em TV e assessoria, mas rádio virou minha paixão. É um veículo antigo que não perdeu seu espaço para a televisão, como muitos diziam, tampouco para a internet. Pelo contrário, hoje é possível ouvir rádio pela internet”, disse Angra. 

As particularidades do rádio, como chegar a locais distantes e aproximar o ouvinte do locutor por meio da voz, que se torna imaginária, encantam a jornalista. “Não posso mexer no celular dirigindo, mas posso ouvir o rádio. É um veículo incrível, apaixonante!”, reforçou.  

Responsável pelo Diário do Parlamento, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 11h30 às 12h, Angra ressalta que há um cuidado para que essa informação chegue aos ouvintes de forma simples, clara, precisa e sem ruídos. “Sintonize nossa programação e saiba o que a Assembleia Legislativa está realizando, porque o rádio foi, é e vai continuar sendo um veículo muito importante”, enfatizou.  

O rádio faz parte da vida do radialista Antonio Sousa desde quando era criança, após o pai apresentar-lhe a caixinha mágica. Há 25 anos ele fechou o primeiro contrato e nunca quis outra profissão. Sousa comanda de segunda a sexta-feira, das 8 às 9h, na Rádio Assembleia, o programa “Música que a Gente Gosta”. 

“A minha chance no rádio chegou um pouco tarde porque já estava com 30 anos. Comecei como repórter, mas foi narrando futebol que conheci outros profissionais e me abriu as portas para assinar meu primeiro contrato profissional. Na sequência, apresentei programas musicais e, em seguida, fui chamado para ser repórter. Hoje, estou na Rádio Assembleia com muita satisfação”, contou.  

O radialista lembra que as previsões fúnebres para o fim da rádio falharam. “O rádio é um veículo mágico e nunca vai acabar. A Rádio Assembleia, por exemplo, tem excelentes equipamentos e uma audiência muito grande, tanto na capital quanto no interior. Para mim, o rádio é tudo, representa a minha vida, o meu sustento”, afirmou.  

O namoro da jornalista Ellen Ferreira com o rádio começou em 2009. Ela deu uma pausa, mas reatou o relacionamento no ano passado ao ser convidada para trabalhar na Rádio Assembleia. “Retornei para apresentar esse projeto incrível de levar informações do Poder Legislativo, além de notícias locais e internacionais, boa música, com bate-papo bem interessante. Foi uma pausa sabática na TV e tenho muita gratidão pelo rádio porque ele me abraçou e tem me proporcionado alegria”, disse.  

Além das profecias da morte do rádio não darem certo, Ellen Ferreira ressalta que o veículo de comunicação de massa conquistou mais espaço na era da tecnologia. “Neste processo de comunicação, um veículo complementa o outro. Então, o rádio tem seu espaço e público. E a gente, no comando da programação, busca fazer com que ele tenha sempre esse imediatismo, essa instantaneidade”, afirmou. 

 

 

 

Texto: Marilena Freitas 

Foto: Nonato Sousa/ Tiago Orihuela

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