Terça, 30 Novembro 2021 15:14

UMA INTROMISSÃO BEM-VINDA, AGRADECE JALSER

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MAIS UM DIA MEMORÁVEL PARA A POLÍTICA DE RORAIMA, MAS, NÃO PELO DISCURSO FALSEADO DO deputado Jalser Renier, que da Tribuna da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), falou muita baboseira como uma denúncia que há no parlamento `ganhafotagem`, ou seja, servidores que recebem seus salários e fazem repasse de parte dele.

Não foi isto que marcou o dia de hoje!

Mas, sim, o que marca é uma decisão judicial, monocrática, que diz ao legislativo o que deve fazer, e assim ficou decidido que até que saia o mérito da decisão, todo o processo de cassação de mandato de Jalser Renier fica suspenso.

POR MARLEN LIMA

Visto por muitos deputados como uma afronta de um poder sobre o outro, o judiciário empaca um processo legítimo do legislativo, que vinha de forma legal, transparente, constitucionalmente fazendo o seu papel em analisar o caso de um deputado que tenha cometido quebra de decoro.

Após ser inquirida em se pronunciar para este caso criminal, entre outros, diretamente contra Jalser, a ALERR se viu obrigada a analisar tais casos, e o de cassação seria apenas mais um. Mas, agora suspenso isto tem sido visto como um tapa na cara da sociedade, que espera nada mais que justiça, e que Jalser pague pelos seus atos espúrios, levianos, corruptivo, criminais.

Mas, o desembargador Mozarildo Cavalcanti, entendeu, rumurosamente, que não só deveria suspender a cessão de instrução que aconteceria nesta terça, 30, onde defesa e acusação seriam ouvidos na subcomissão, criada pela ALERR para julgar os atos de Jalser, mas, o juiz decidiu suspender todo o processo de cassação.

NADA A VER

Nenhum deputado quis abertamente dizer, que tal decisão do magistrado em nada tem a ver com a sua esposa ter sido (ou talvez ainda seja) servidora da ALERR, lotada na Presidência da Casa, tendo assumido o seu cargo na gestão do ex presidente Jalser.

No parlamento em voz miúda, todos acreditam na lisura dos fatos que levaram o desembargador a decidir, de forma rápida, parar os trabalhos legislativos.

Não se pode negar que agora Jalser Renier ganha importante fôlego, que tanto desesperadamente ansiava, para justamente poder aju$tar alguns movimentos, que venham impedir sua cassação. 

Ainda que seja reconhecido como um juiz primoroso, detalhista em suas decisões, Mozarildo entra para o hall dos insuspeitos adoráveis da política macuxi.

PRA VARIAR AGRESSÕES 

Durante o seu discurso, se achando novamente senhor do parlamento, Jalser atacou os seus adversários, e de forma chacota se referiu ao sotaque nordestino do deputado Jorge Everton, que é natural de Sergipe, e por isto foi ironizado por Renier. O que para Everton é racismo isto que foi feito por Jalser, que ficou imitando o seu jeito de falar, 

Jorge Everton lamentar tal postura, e acreditada que para Jalser o azedume dele é por achar que vem sendo perseguido, bem como tem dito em seus discursos. Mas, ao rato da política o delegado deputado afirma que seu trabalho à frente da subcomissão, que estava analisando sua cassação, é feito com imparcialidade e responsabilidade.

Da chacota de Jalser contra os nordestinos, Jorge Everton lembra o quanto cada povo é importante para o Estado, e os nordestinos fazem parte importante do crescimento de Roraima.

Sobre o que partiu do judiciário, Jorge Everton afirma que respeita a decisão em suspender as oitivas das testemunhas, mas, não concorda com a interferência do Judiciário em assunto interna corporis do Poder Legislativo. 

RATO SEMPRE

Foi com discurso piegas, cheio de falsetes só para público ver, que Jalser veio dizer que vai fiscalizar, logo ele, a suspeita de estar havendo ‘rachadinhas’ dentro do poder legislativo.

"Quero aqui informar que vou fazer uma fiscalização, e quero que os deputados tomem ciência. Tive a informação de que deputados estão recebendo dinheiro de funcionários. Se tiver alguém nessa casa que esteja recebendo salário nessa casa e dividindo dinheiro com deputado, podem me informar, que isso é crime e dá cadeia. Isso é gafanhotagem”, citou ele.

O interessante que Jalser foi bem ratuno ao lembrar em seu discurso, que a tal das ‘rachadinhas’ de hoje são os mesmos esquemas, sórdidos, que foi lá atrás, no governo Neudo Campos, os ‘gafanhotos’, onde ele mesmo participou, como bem destacou, tendo chegado a ser preso, e também isto levou a sua própria mãe presa, em 2003.

“Ele é tão cara de pau, muita cretinice, dizer que ainda vai cobrar transparência de todos os processos, se quando do seu tempo de presidente nada disso era feito”, disse um deputado que pede anonimato.

Num determinado momento, Jalser se superou ao afirmar que se é para fazer o mal, ele mesmo faz, e não manda ninguém. Se referindo ao caso Romano do Anjos, que foi torturado e ele, Jalser, é o apontado como mandante deste crime. Ato este que é sua cassação.