Segunda, 04 Outubro 2021 09:15

POR MEIO DA ONU, SECRETÁRIA PAULISTA APRENDE COM BV

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“Vou levar para São Paulo uma impressão incrível de Boa Vista” disse secretária municipal de São Paulo, Claudia Carletto

A comitiva de São Paulo visitou o Programa Família que Acolhe, escola municipal, Hospital da Criança e o Parque do Rio Branco

Por Ceiça Chaves

A Prefeitura de Boa Vista recebeu nesta quinta-feira, 30, a secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo, Claudia Carletto, e seu assessor Bryan Sempertegui. A vinda à capital se deu por intermédio da Agência da ONU para Refugiados (Acnur). Ao conhecer de perto a Operação Acolhida, também aproveitou a agenda para conhecer o trabalho integrado e inclusivo do município.

O roteiro de visitas foi iniciado na Secretaria Municipal de Gestão Social, ocasião em que houve uma troca de experiências e ações entre as duas prefeituras, relacionadas às politicas de imigração. Claudia se impressionou que, embora Boa Vista não tenha uma pasta específica para atender a população estrangeira, aqui é oferecido um atendimento amplo e igualitário, sem distinção de nacionalidades.

“Vim conhecer de perto como está sendo feito tanto a acolhida quanto a interiorização dos venezuelanos. E dentro desse processo, a Prefeitura de Boa Vista dá o seu exemplo, mostrando que os espaços são compartilhados com todos. Assim que a gente faz uma cidade mais inclusiva e um país melhor para todo mundo”, disse.

A comitiva de São Paulo e Acnur, conheceu a sede do Programa Família que Acolhe, política pública que atende brasileiros e imigrantes, com acompanhamento desde a gestação aos seis anos de idade da criança. Das 20 mil famílias atendidas desde 2013, mais de 2,4 mil são de origem venezuelana e outras nacionalidades. O atendimento a estrangeiros aumentou a partir do ano de 2017, período que se iniciou o intenso fluxo migratório do país vizinho.

Outro local visitado foi a Escola Municipal Waldinete de Carvalho Chaves, no bairro Pintolândia. A unidade faz parte da rede de atendimentos à primeira infância, assim como os demais equipamentos, como Cras, Unidades Básicas de Saúde e órgãos municipais da Capital da Primeira Infância. Atualmente na educação, dos 44 mil alunos, 7 mil são venezuelanos, o que representa 15% de toda rede de ensino.

“Tive uma impressão maravilhosa de Boa Vista. Uma proposta muito impactante, tudo muito bonito, colorido e acolhedor, tanto para crianças imigrantes quanto para as que vivem em Boa Vista. Fiquei impressionada com a política pública aplicada aqui. Vou levar para São Paulo uma impressão incrível de como a gente consegue pensar espaços importantes, bem estruturados e acolhedores. Isso mostra que a prefeitura faz tudo com muito amor” declarou Claudia.

Lembrando que 30% dos atendimentos sociais do município em geral, são direcionados ao público venezuelano. Quem acompanhou a comitiva durante as visitas foi a secretária municipal de Gestão Social, Alessandra Corleta. Para ela, é uma satisfação receber as pessoas de fora e mostrar que o trabalho da prefeitura é integrado com todas as secretarias, dispondo de uma administração com possibilidades de executar tudo que se sonha e planeja.

“Não é a toa que somos a Capital da Primeira Infância e que pensamos espaços para todo mundo. Eles têm uma secretaria específica para tratar da imigração e dos direitos dessas pessoas, e Boa Vista faz uma política de inclusão. Os nossos equipamentos recebem os imigrantes de uma forma natural e igualitária”, disse.

Por fim, a comitiva visitou o Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA) para conhecer o Bloco G, espaço exclusivo para o atendimento de indígenas. Em seguida, foram até o Parque do Rio Branco, para aproveitar a vista do Mirante Edileusa Lóz e conhecer a maior Selvinha Amazônica de Boa Vista.

 

 

 

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