Terça, 01 Junho 2021 13:45

JUNHO VERMELHO, DOE VOCÊ TAMBÉM!

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...Leis estaduais estimulam a doação de sangue...Desde os anos de 1990, a Casa legisla em favor da regulamentação das doações e cria incentivos aos doadores regulares

 UM GESTO MAIS QUE HUMA NITÁRIO, HOJE EM TEMPOS PANDÊMICOS ESSENCIAL QUE ESTA AJUDA POSSA CHEGAR CADA VEZ MAIS...

Talvez você não saiba, mas, apenas um único doador de sangue é capaz de salvar quatro vidas.

Mas, vamos a uma matemática, simples, aparentemente favorável entre quem doa e quem recebe, porém, esconde uma triste realidade, já que o número de pessoas que sofrem acidentes ou estão internadas por diferentes doenças, e, acredite, necessitam de transfusões sanguíneas é superior às doações. Ou seja, o anco de doação está sempre aquém!

Vamos mudar este quadro!

Na prática, os hemocentros sofrem com estoques críticos.

CAMAPNHA NACIONAL

No Brasil, apenas 1,6% da população é doadora, quando o ideal é pelo menos o dobro desse patamar, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nesta direção, para alertar sobre os níveis dos bancos de sangue e estimular sentimento de solidariedade quanto à doação, o Ministério da Saúde (MS) criou a campanha nacional Junho Vermelho, em 2015. Em Roraima, a ação faz parte do Calendário Oficial de Eventos desde 2019, por meio da Lei nº 1.361/19, da deputada Yonny Pedroso (SD).

Ainda no mês de junho, o parlamento estabeleceu o dia 14 como o "Dia Estadual do Doador de Sangue". Elaborada pelo deputado Jalser Renier (SD) e o ex-deputado Naldo da Loteria, a Lei nº 1.014/15 propôs que na data se promova palestras, propagandas e campanhas visando conscientizar a população e ampliar o acesso às ações de coleta e doação de sangue.

UM FACILITADOR

O presidente da Assembleia Legislativa (ALE-RR), Soldado Sampaio (PCdoB), ao falar do incentivo do legislativo nessas programações, afirma que a atividade parlamentar é um facilitador entre quem precisa e quem doa, especialmente ao mobilizar a sociedade neste período.

“A campanha Junho Vermelho é uma ação da Assembleia perante a sociedade, mobilizando o roraimense para esse ato de amor que é doar sangue. Isso é de grande relevância para essas pessoas que tanto precisam. Às vezes, muitos familiares, amigos e conhecidos estão nas filas de hospitais, das cirurgias e precisamos fazer com que essa acessibilidade chegue à sociedade”, declara.

Desde os anos 1990, a doação de sangue está em pauta não parlamento roraimense, ora abrindo o debate e acolhendo ações alusivas, ora conferindo benefícios e incentivos aos doadores. É o caso da Lei nº 167/1997, da ex-deputada Zenilda Maria Portella, que regulamentou a isenção do pagamento de taxa para inscrição em concursos públicos estaduais aos doadores. 

COMPROVAÇÃO

Para usufruir deste direito, o doador apresenta no ato da inscrição a declaração fornecida pelo banco de sangue, comprovando a condição de doador regular, há no mínimo seis meses. Este é um dos incentivos para jovens como Michael Sousa Gomes, 25 anos, que doa regularmente há três anos.

“Sou doador há muito tempo, comecei a doar com 22 anos, e venho ao Hemoraima todas as vezes que é possível durante o ano. Uma das vantagens é conseguir isenção nos concursos públicos. Acredito que muitos doadores fazem por isso e ainda ajudam muitas pessoas que é o mais importante”, pontua Michael.

O intervalo de doação de sangue para homens é de 60 dias e para mulheres é de 90 dias. Entretanto, recomenda-se que o homem doe até quatro vezes por ano e a mulher até três vezes por ano. A gerente de Captação do Hemoraima (Centro de Hemoterapia e Hematologia de Roraima), Juliane Uchôa, esclarece que o procedimento é simples, rápido e pode ser facilmente encaixado na rotina do cidadão.

SEGURANÇA

Para assegurar o controle de qualidade do sangue, hemocomponentes e hemoderivados nas unidades de saúde do Estado, que os deputados aprovaram a Lei nº 273/2000, de autoria da ex-deputada Suzete Mota.

A lei preconiza o cumprimento das normas de saúde e sanitárias, tais como a realização dos testes diagnósticos mínimos e a adequada conservação do sangue e hemocomponentes.

Mesmo seguindo todos os protocolos de segurança e realizando campanhas sistemáticas, o Hemororaima sofre para manter os estoques, em virtude também de ser o único centro de referência do Estado, atendendo tanto as unidades de saúde pública quanto privadas. Por isso, de acordo com a gerente técnica da Unidade, Sumayka Veras, o maior desafio é a manutenção dos doadores regulares.

DESCONTOS

A norma confere aos doadores regulares o direito ao pagamento de meia entrada (50% do valor do ingresso) em todos os locais públicos de cultura, esporte e lazer, mantidos pelas entidades e órgãos da administração direta e indireta, seja em teatros, museus, cinemas, circos, feiras e exposições, parques, pontos turísticos, estádios e quaisquer outras que proporcionem lazer, cultura e entretenimento

Nos Programas Sociais da Secretaria de Estado do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes), tem os seguintes benefícios sociais: uma cesta básica; 20 vales-transportes e uma passagem em transporte intermunicipal, de ida e volta, no trecho Boa Vista, para a residência do doador; e exames ambulatoriais e hospitalares com prioridade no atendimento.

Como ajudar o Hemoraima?

O único centro de captação e transporte de sangue e hemocomponentes de Roraima precisa, em média, de 140 doadores ao dia, a fim de manter o banco de sangue. Apesar de a Unidade contar com 66.337 doadores cadastrados, na prática, apenas um ¼ deste valor é atingido diariamente. Por isso, para estar apto à doação, além da vontade de ajudar ao próximo, é necessário gozar de um bom estado de saúde e seguir os seguintes passos:

 

  • Estar alimentado. Evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação de sangue.
  • Caso seja após o almoço, aguardar duas horas.
  • Ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas.
  • Pessoas com idade entre 60 e 69 anos só poderão doar sangue se já o tiverem feito antes dos 60 anos.
  • A frequência máxima é de quatro doações de sangue anuais para o homem e de três doações de sangue anuais para as mulheres.
  • O intervalo mínimo entre uma doação de sangue e outra é de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.

 

 

 

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Texto: Suellen Gurgel
Foto: Marley Lima
SupCom ALE-RR