Sexta, 17 Junho 2022 11:14

ENTENDA O CASO DE DOM E INDIGENISTA

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Quem mandou matar Bruno Pereira e Dom Phillips? Entenda o caso do desaparecimento no AM

Autoridades miram novos suspeitos e trabalham para esclarecer motivações do crime, que ganhou repercussão internacional

  • Por Jovem Pan
De acordo com a Polícia Federal, o pescador Amarildo de Oliveira, conhecido como Pelado, confessou o crime na terça-feira, 14

A confissão do pescador Amarildo de Oliveira, conhecido como Pelado, que admitiu ter assassinado o jornalista inglês Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira, representou um avanço nas investigações do caso, que ganhou proporção internacional. Apesar disso, ainda há muitas lacunas a serem preenchidas. As vítimas estavam em expedição no Vale do Javari, segundo maior território indígena do país, com histórico de conflitos violentos. Após a passagem pela comunidade ribeirinha São Rafael, no domingo, 5, eles não fizeram mais contato com amigos e familiares. As buscas começaram com um grupo de indígenas, que denunciaram o sumiço de Phillips e Pereira. A Polícia Federal (PF) trata o caso com absoluto sigilo e, de acordo com a versão oficial, ainda não se sabe por quais motivos a dupla foi assassinada – uma das linhas da apuração afirma a perseguição foi causada por denúncias sobre a pesca ilegal na região, dominada também por garimpeiros e narcotraficantes. Não se sabe, porém, se o crime foi cometido em razão de uma possível rixa entre as vítimas e os pescadores ou se há um mandante. Entenda e relembre os principais momentos do caso:

No dia do desaparecimento, no dia 5 de junho, Bruno havia marcado uma reunião com uma pessoa chamada “Churrasco”, tio dos dois suspeitos presos, para supostamente tratar de invasões de terras indígenas por pescadores ilegais. Uma das testemunhas ouvidas pela Polícia Federal disse ter visto Pelado carregando uma espingarda e um cinto de munições após as vítimas deixarem a comunidade de São Rafael. Outros relatos indicam que a embarcação utilizada por Dom e Bruno foi perseguida por Pelado no mesmo dia. Antes de desaparecer, o indigenista já havia informado a colegas que recebia ameaças de madeireiros, garimpeiros e pescadores ilegais.

No dia 13 de junho, a Polícia Federal desmentiu a informação de que os corpos da dupla haviam sido encontrados. No dia anterior, a corporação informou que encontrou pertences e documentos de Bruno e Dom submersos, amarrados a uma árvore, além de material biológico, como vestígios de sangue, que foi encaminhado para a perícia. Na terça-feira, 14, as autoridades prenderam Oseney da Costa de Oliveira, de 41 anos, conhecido como Dos Santos. Ele é irmão de Pelado. No mesmo dia, de acordo com a PF, Pelado confessou que assassinou, esquartejou e enterrou o jornalista e o indigenista. Na manhã da quarta-feira, 15, as equipes de buscas levaram os irmãos ao local das buscas e encontraram dois corpos, que estão sendo levados para Brasília para a realização de perícia. Embora ainda não haja confirmação oficial, as autoridades acreditam que os restos mortais são da dupla.