Quinta, 20 Janeiro 2022 08:05

País sendo referência ao mundo

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Brasil é referência na exportação de alimentos com produção sustentável, diz gerente da ApexBrasil

Segundo Márcio Rodrigues, o trabalho do governo federal para ampliar mercados e diversificar produtos deve manter o comércio internacional em crescimento em 2022

  • Por Jovem Pan

O setor produtivo brasileiro foi impulsionado pelas vendas internacionais em 2021. O agronegócio fechou o ano com alta de 18,4% no faturamento das exportações. Já a indústria alimentícia teve aumento de 16,8%. Dentro dos segmentos, setores de proteína animal, de frutas e de algodão foram destaque. Em entrevista ao vivo para o Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, nesta quarta-feira, 19, o gerente de Agronegócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Márcio Rodrigues, comentou o tema. Segundo ele, houve um crescimento de 19% das exportações em 2021 em relação a 2020 e representou um saldo positivo da balança comercial do agro de US$ 105 bilhões. Ainda de acordo com ele, o Brasil possui atualmente um ‘ótimo ambiente’ de negócios internacionais e, com apoio do governo federal, deve continuar crescendo em 2022.

 "Nós estamos falando de exportações na faixa de 20% maior que no último ano. O mundo reconhece a qualidade da produção agropecuária brasileira. Hoje não tem uma imagem apenas de que produz de forma qualificada, mas também de um fornecedor confiável. Certamente se o mundo caminha, principalmente a partir das discussões da COP 26, querendo buscar alternativas para garantir a segurança alimentar global e, ao mesmo tempo, os termos de uma produção que seja sustentável na conexão com o meio ambiente, o Brasil é referência e será referência este ano para o mundo. E por isso tem condições de ampliar bastante as exportações”, pontuou o gerente da ApexBrasil.

De acordo com Rodrigues, há diversos motivos que explicam o crescimento do setor, dentre eles a alta demanda mundial por alimentos, que acabou por inflacionar o preço dos produtos. “Nós temos hoje, dos 20 produtos mais exportador pelo Brasil, 15% desses tiveram altas bastantes significativas no ano passado. Nenhum deles ainda, talvez exceto soja, com máximas históricas. Nós temos uma recuperação dos preços globais dos alimentos, que acabaram que, mesmo com alguns setores nossos tendo um embarque menor em 2021, gerando uma receita bastante elevada. O casamento global entre oferta e demanda acabou levando grande parte a esse resultado significativo”, explicou.