Terça, 07 Dezembro 2021 10:01

Alckmin ser vice de Lula é ‘para acabar a credibilidade da política’, diz Vinicius Poit

Avalie este item
(0 votos)

O deputado federal e pré-candidato ao governo de São Paulo em 2022 pelo partido Novo Vinícius Poit concedeu uma entrevista ao vivo para o Jornal da Manhã nesta terça-feira, 07. Ele falou sobre o cenário político que vem se desenhando, aos poucos, no Estado e criticou o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) pela possível saída do partido e aproximação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu espero para ver os outros cravarem uma posição firme, não ficar mudando de lado toda hora, como o ex-governador Geraldo [Alckmin] que, a princípio, até liderava as pesquisas, e acena com uma vice-presidência do presidente Lula. Aí, é para acabar, como diz lá no meu interior, a convicção, a credibilidade da política. Vou manter meus princípios, meus valores. Uma saída dessa [do PSDB] do Geraldo só mostra que todos, ou a maioria, é tudo mais do mesmo. E abre espaço para quem quer fazer uma política nova de verdade, com convicção, com entrega, com resultado, sem ficar ‘mitando’, ‘lacrando’ ou malabarismo em rede social”, disse. Poit ainda falou sobre projetos que devem ser votados na Câmara dos Deputados nos próximos dias, como as da PEC dos Precatórios e da Segunda Instância, além da discussão sobre o fundão de R$ 6 bilhões para os partidos.

“Para mim, para os paulistas e para os brasileiros, eu acho que carece de convicção. Faltam políticos com convicção das suas ideias, firmeza nos seus princípios e valores e que não trocam de partido como trocam de roupa todo dia, porque é mais oportuno um partido ou outro, porque vai ter mais tempo de TV ou mais fundo partidário. Aliás, está na pauta desta semana manter o veto do presidente e vetar os R$ 6 bilhões do fundão eleitoral. Hoje, a gente tem três pré-candidaturas confirmadas em São Paulo: Guilherme Boulos, pré-candidatura do atual governo, que é a continuidade do João Doria, o Rodrigo Garcia, e a nossa do [partido] Novo”, lembrou o deputado que teve sua pré-candidatura confirmada pelo partido no dia 27 de novembro em Ribeirão Preto e em 4 de dezembro na capital paulista.

Questionado sobre a votação da PEC da Segunda Instância, que prevê a prisão de réus a partir da condenação na segunda instância, Poit disse que deseja que a proposta seja aprovada, mas que não sabe se isso vai acontecer por causa de parlamentares que ficam ‘medindo força’. “Na Câmara dos Deputados, eu acredito vendo. Mas faremos de tudo para aprovar a PEC que autoriza a prisão após a condenação em segunda instância. Temos representantes do Novo nessa comissão especial e a gente já vem trabalhando nesta pauta desde antes da eleição propriamente dita, minha e de meus colegas para deputado federal, e desde o começo do mandato. Uma PEC de autoria do deputado Alex Manente, deputado de São Paulo e que combate a corrupção ferrenhamente, e ela deve ser aprovada. Eu falo que só acredito vendo porque era para ter sido votada na comissão na semana passada e encerraram. Então, quais negociações que são feitas ali na ‘Rádio Peão’, que a gente escuta, nos corredores do Congresso, para não aprovar logo essa PEC da segunda instância? Fica a dúvida. Tem muito deputado ali que está enrolado na justiça. Muito deputado que, se aprova a prisão após a condenação em segunda instância, sai preso em seguinte à votação. É mais ou menos isso. Acho que eles estão medindo forças e analisando o texto final”, pontuou.

O deputado falou ainda sobre a fundão, que deve voltar a ser discutido na Câmara nesta semana: “É o fim da picada se alguém do Congresso quiser derrubar o veto. A gente vai lutar para manter o veto do presidente, não ter fundão de R$ 6 bilhões coisa nenhuma. Dinheiro do povo, principalmente saindo da pandemia, é para ajudar na geração de emprego, para reforçar a saúde, reforçar educação, dar ensino profissionalizante para o povo, a segurança pública. Vou lutar muito para que seja mantido o veto, mas tudo pode acontecer quando a gente tem a maioria no Congresso que trabalha com base em emendas, cargos e pra se manter no poder. Não com base nos interesses do povo. Por isso, em 2022, mais do que discutir eleições presidenciais é quem você vai colocar para decidir as coisas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal”.