Terça, 12 Outubro 2021 17:46

PP CELEBRANDO ENTRADA DO PRESIDENTE

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PP já comemora filiação do presidente Bolsonaro

Ao se filiar, Bolsonaro deve mobilizar cerca de 40 deputados; sigla deve se transformar na maior da Câmara, ultrapassando até a fusão DEM/PSL, que perderá nomes para o novo destino dos bolsonaristas

  • Por José Maria Trindade

Bolsonaro entrou no grupo”, foi a mensagem registrada no grupo dos deputados federais do PP. Houve comemoração.

O deputado Guilherme Derrite, aliado, se sentiu em casa recebendo o grupo político que vai acompanhar a filiação do presidente Jair Bolsonaro.

O projeto é formar um grande partido que sairá ainda mais forte das eleições do ano que vem. A transferência dos aliados do presidente para o PP, vai criar o novo comando, a maior bancada na Câmara dos Deputados.

A disputa política do momento está exatamente em formar bancada no Congresso e esta é a estratégia. A ordem é reforçar a base governista, avaliando cuidadosamente cada Estado da federação. Quem domina o Congresso acaba comandando as iniciativas políticas. Ainda não está decidido oficialmente, mas tudo se encaminha para a filiação do presidente Jair Bolsonaro, familiares e aliados ao PP.

O deputado Guilherme Derrite tem motivos para comemorar a decisão. Primeiro porque é o partido em que ele está filiado. Depois, o PP sai forte em São Paulo, com o deputado mais votado do país, Eduardo Bolsonaro, a promessa de arrastar mais votos, a deputada Carla Zambelli e o Coronel Telhada, estadual forte que já é do partido. A promessa de crescimento é evidente. O presidente Jair Bolsonaro já foi do PP. 

O PTB também abriu as portas para o grupo do presidente Jair Bolsonaro.

As tensões foram resolvidas, mas a volta do presidente para o PP está sacramentada. Mesmo preso em domicílio, o presidente do PTB, Roberto Jefferson deu força para a filiação, contrariou aliados e até a filha, a ex-deputada Cristiane Brasil. Foi dele a decisão de fazer uma reunião de presidentes regionais para aparar arestas. Cedeu onde não admitia, como o comando total da sigla e a definição de candidatos para as capitais.

O PTB, mesmo sem a filiação do presidente,  já decidiu apoiar o projeto de reeleição.

O capítulo decisivo para a ida do presidente para o PP foi coordenado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira. Os dirigentes do Norte resistiam. A popularidade do ex-presidente Lula na região é avaliada como dificuldade para reeleição dos parlamentares e o sinal vermelho estava aceso.

O deputado André Fufuca, do Maranhão, e o líder na Câmara, Cacá Leão da Bahia, foram os últimos a serem convencidos. Além do trabalho forte do senador licenciado e presidente do PP, Ciro Nogueira, o presidente da Câmara, Arthur Lira, articulou fortemente o passo político que se equivale a uma fusão partidária. Foi o presidente da Câmara que deu a notícia para os deputados do PP de que já havia a decisão de filiação e agora é a acomodação entre os representantes regionais.