Quinta, 04 Março 2021 10:50

Mulheres se dedicam aos afazeres domésticos quase o dobro de tempo dos homens.

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Mulheres dedicam o dobro de tempo ao cuidado das casas

Afazeres domésticos consomem 21,4 horas do público feminino contra 11 horas do masculino, segundo estudo do IBGE

Mulheres se dedicam aos cuidados de pessoas ou afazeres domésticos quase o dobro de tempo dos homens, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). São 21,4 horas dedicadas aos afazeres domésticos pelo público feminino, contra 11 horas do público masculino.

Os dados fazem parte de uma ampla pesquisa chamada "Estatísticas de Gênero - Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil". Ela compila diversos estudos, como a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), as Estatísticas do Registro Civil, a Pesquisa Nacional de Saúde, entre outras.

 Os dados sobre a dedicação das pessoas à tarefa de cuidar de casas e pessoas são de 2019. Eles indicam que, na região sudeste, as mulheres se dedicam mais horas a estas atividades - 22,1 horas semanais. Entretanto, a maior desigualdade se encontrava na região nordeste, onde as mulheres se dedicavam a esse tipo de serviço 21,8 horas, contra 10,5 dos homens.

Pretos e pardos são 77% entre pessoas com menor renda, diz IBGE

O recorte por cor ou raça indica que as mulheres pretas ou pardas estavam mais envolvidas com os cuidados de pessoas e os afazeres domésticos, com o registro de 22 horas semanais em 2019, ante 20,7 horas para mulheres brancas.

 

Entre as mulheres, também há diferenças por rendimento domiciliar per capita, com uma média maior de horas trabalhadas nas atividades de cuidados e afazeres domésticos entre aquelas que fazem parte dos 20% da população com os menores rendimentos (24,1 horas) em comparação com as que se encontram nos 20% com os maiores rendimentos (18,2 horas).

"Essa diferença mostra que a renda é um fator que impacta no nível da desigualdade entre as mulheres na execução do trabalho doméstico não remunerado, uma vez que permite acesso diferenciado ao serviço de creches e à contratação de trabalho doméstico remunerado, possibilitando a delegação das atividades de cuidados de pessoas e/ou afazeres domésticos, sobretudo a outras mulheres", afirma o estudo. 

 
 
 
 
 
BRASIL | Do R7
DANIEL MARENCO/FOLHAPRESS