Domingo, 28 Fevereiro 2021 18:32

Brasília fechada e sociedade não aceita

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Por Correio Braziliense

Descontentes com as recentes decisões tomadas pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, empresários de Brasília se mobilizaram na manhã deste domingo (28/2) em uma manifestação em frente à casa do chefe do Executivo local, no Lago Sul. Com cartazes, faixas e camisetas, representantes de diferentes setores produtivos pediam o fim do decreto que determinou o lockdown na capital. 

O empresário Tiago Oziel de Paiva, à frente do movimento #lockdownnodfnão, pontuou que os setores da economia estão sendo muito afetados pelo novo decreto do governador, sobretudo, as empresas pequenas. "Também trabalho com muitos outros empresários da cidade e já vi muitos quebrarem com o primeiro fechamento . Não aceitamos essas medidas. Não aceitamos que qualquer tipo de estabelecimento seja fechado. Não existe comprovação científica da eficácia do lockdown e exigimos outras medidas por parte do governador", afirmou. Tiago questiona sobre o hospital de campanha do Mané Garrincha e a aplicação do dinheiro para a abertura de leitos de UTI na rede de saúde do DF.

Além de representantes de diferentes setores e ambulantes, participam da mobilização a deputada federal Bia Kicis e a deputada distrital Júlia Lucy.

Apesar das orientações sanitárias contra a disseminação do novo coronavírus, os manifestantes estavam aglomerados e muitos não usavam corretamente a máscara de proteção.

O QUE PODE DE NÃO PODE ABRIR

O novo documento atualiza o publicado nessa sexta-feira (26/2) e inclui na lista dos estabelecimentos liberados para funcionar toda a cadeia do segmento de veículos automotores e da construção civil; agências bancárias e lotéricas; escritórios de profissionais autônomos, como advogados, contadores, engenheiros e arquitetos; além de zoológico e parques ecológicos.

No entanto, essas atividades deverão reforçar os cuidados com a higienização e o distanciamento social. Também segue proibida a venda de bebida alcoólica após as 20h nos estabelecimentos comerciais autorizados a funcionar.

Permanecem suspensas as atividades em espaços como cinemas, teatros, redes de ensino particulares e públicas, academias, salões de beleza, barbearias, clubes recreativos, shoppings, bares, restaurantes, além de qualquer atividade que precise de autorização do poder público.

O que não pode funcionar

  • Eventos, de qualquer natureza, que exijam licença do Poder Público
  • Atividades coletivas de cinema, teatro e museus
  • Atividades educacionais presenciais em todas as creches, escolas, universidades e
    faculdades, das redes de ensino pública e privada
  • Academias de esporte de todas as modalidades
  • Clubes recreativos, inclusive a área de marinas
  • Utilização de áreas comuns de condomínios residenciais
  • Boates e casas noturnas
  • Atendimento ao público em shoppings centers, feiras livres e permanentes*
  • Estabelecimentos comerciais, de qualquer natureza, inclusive bares, restaurantes e
    afins
  • Salões de beleza, barbearias, esmalterias e centros estéticos
  • Quiosques, foodtrucks e trailers de venda de refeições
  • Comércio ambulante em geral


* Nos shoppings centers ficam autorizados o funcionamento de laboratórios, clínicas de
saúde, farmácias e o serviço de delivery. Nas feiras livres e permanentes fica autorizada a comercialização de gêneros alimentícios, vedado qualquer tipo de consumo no local