Quinta, 09 Junho 2022 09:43

Reclamações ao atendimento diário no CRAS

Avalie este item
(0 votos)

Chico Vigilante relatou filas de centenas de pessoas dormindo na fila para conseguirem uma das 50 senhas de atendimento diário no CRAS

A situação dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) mantidos pelo Governo do Distrito Federal foi criticada por vários deputados durante sessão ordinária da Câmara Legislativa, na tarde desta quarta-feira (08). O DF possui 27 unidades do CRAS, que são postos de assistência social que atendem famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade. 

A precariedade no funcionamento dos CRAS e a consequente incapacidade de atender a população carente foi destacada pelo deputado Chico Vigilante (PT). “São milhares de pessoas passando fome no DF e que são humilhadas quando pegam a fila do CRAS. Em algumas unidades, são mais de mil pessoas na fila disputando 50 senhas. Tem gente que está recebendo agendamento para serem atendidas em agosto de 2023. Quem pode esperar até lá com fome?”, questionou Vigilante.

A deputada Arlete Sampaio (PT) também ressaltou o baixo número de atendimentos nas unidades do CRAS. “Na unidade do Itapoã as pessoas começam a fazer fila às 18h de segunda-feira para serem atendidas na terça. E mesmo assim não conseguem, pois são pouquíssimas senhas distribuídas, o que acaba até gerando uma disputa violenta por essas senhas”, relatou.

A distrital ainda criticou o governo por “fazer publicidade dizendo que o GDF tem a maior rede de proteção social do Brasil”.

Para o deputado Fábio Félix (PSOL), o governo não tem dedicado atenção ao problema. “Infelizmente há um abandono generalizado porque o governo não soube dimensionar o tamanho da crise que nós iríamos enfrentar no DF. Agora o governo quer jogar todo mundo na fila, mas isso vai criar um apagão de dados fundamentais para solucionar o problema, e além disso o número de servidores é insuficiente para atender toda a população que precisa do CRAS”, afirmou. 

Leandro Grass (PV), por sua vez, sugeriu saídas de curto prazo para o problema e atacou a gestão do governo na área social.

“É preciso recompor os quadros nomeando novos servidores e atender as solicitações de ampliação de carga horária de 30 para 40 horas. Vários servidores querem trabalhar mais e o governo não permite. Assistência social não é caridade nem favor, é direito. O GDF comete um crime humanitário quando humilha as pessoas na fila do CRAS”, reclamou Grass.

Júlia Lucy (União Brasil) disse que acompanha pessoas que estão há dois anos aguardando atendimento. “A assistência social do DF não funciona”, resumiu.

 

 

...

Eder Wen - Agência CLDF