Terça, 05 Junho 2018 10:11

CAOS DOS ÔNIBUS PODE LEVAR A CPI DO SINETRAM

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REDAÇÃO AgênciaNorte

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Com ações de vandalismo que tornou um dia de caos no sistema de transporte coletivo de Manaus, nesta segunda, 4, além dos atos desrespeitosos dos sindicatos dos trabalhadores e patrões do transpore público, tudo isto leva a crer para o vereador Sassá da Construção Civil que chegou a hora do parlamento dar um basta para tanto ato afrontoso contra o povo amazonense, contra as leis, e se criar uma CPI.

"Eles estão desrespeitando o acordo que fizeram com o prefeito Arthur Neto, com o povo, com o MInistério Público, com a Justiça", alegou o vereador que propôs a abertura de uma CPI do Sinetram. Outro vereador, Chico Preto, que também quer uma Comissão de Investigação Parlamentar investigue o sistema de bilhetagem do transporte público.

O dia de caos nas ruas de Manaus deixou o parlamento em alerta. O presidente da Câmara Municipal de Manaus, vereador Wilker Barreto decidiu deixar a Casa em estado de Protocolo de Segurança, onde se proibiu a entrada de ativistas na galeria. "Isto foi decidido para que se tenha a devida segurança dos servidores do parlamento, os próprios vereadores, bem como o patrimônio público", garantiu ele.34471775 1645708375497573 4995399616422739968 n

No Plenário, tanto vereadores de Oposição e como Governistas condenaram os atos de violência e ação desrespeitosa dos sindicatos, que mantiveram uma ação contra uma determinação judicial, em que pelo menos 70% da frota de ônibus deveria estar nas ruas, operando, porém, houve paralisações em toda a cidade, que criaram atos de depredação de veículos, especialmente na zona Leste de Manaus, onde a população se sentindo refém devido a falta de transporte público, decidiu ficar violenta.

CPI

Sassá da Construção Civil destacou que a CPI para investigar o Sinetram (Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Amazonas) deve mostrar o que 'estão escondendo'. Para o vereador a culpa de todo o caos que Manaus andou vivendo esses últimos dias não é apenas dos trabalhadores rodoviários, "porque não pagaram os 3,5% acordado? O prefeito sentou, negociou, fez acordo, mas, os empresários não cumpriram”.

Para o líder do Governo Municipal, vereador Joelson Silva (PSDB), o direito de uma categoria não pode se sobrepor, prevalecer sobre o direito de toda uma população. “É importante que possamos observar que a intransigência não leva a lugar nenhum. Hoje vemos, com todo respeito à categoria dos rodoviários, e os empresários, que poderiam contribuir para fazer a sua parte e evitar que os pais de família não fossem prejudicados”, disse.

O vereador assegurou que a greve é um direito, mas que todos os parâmetros foram quebrados. “O que vemos é a prática da desordem. Não podemos aceitar uma situação dessas”, completou Joelson Silva, que viu na Justiça do Trabalho o interesse em resolver a questão, chegar a um consenso e convergir. “O que não pode é o usuário pagar R$ 3,80 e ser deixado na metade do caminho”, assegurou.

Porém, Joelson Silva é contra uma CPI porque existe uma lei da bilhetagem, proposta em 2006, que pode sofrer alteração e ser modificada a partir de discussão na Comissão de Transporte e na CCJR, trazendo para a Prefeitura a capacidade de gerir o transporte público. “Não podemos aceitar é a desordem, o caos”, reafirmou.

APOIO

Porém, ao lado de Sassá, a vereadora Joana D’arc Protetora dos Animais foi uma das que assinou o pedido de CPI do Sinetram, que já conta com 7 assinaturas, até esta segunda. Para ser criada é necessário um total de 14 assinaturas. Sassá acredita que o momento é de que os sindicatos entendam que a Câmara de Manaus trabalha para o povo, "e o povo tem sido desrepeitado e isto não pode mais continuar!".

Marcelo Serafim afirmou que a Prefeitura de Manaus precisa tomar voz de comando do transporte público da cidade. “O pior sistema não é o que tem ônibus velho, é o sistema que não existe”, disse ele, sugerindo que está na hora de se pensar em um sistema de ônibus alternativo para a cidade. O vereador disse que assina a CPI, mas que investigue tanto os empresários quanto o sindicato dos trabalhadores rodoviários, que deixaram Manaus a ver navios.