Sábado, 19 Maio 2018 08:38

CÂMARA EM APOIO CONTRA HOMOFOBIA (2)

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Uma audiência pública realizada nesta semana, pela Comissão de Direitos Humanos, Povos Indígenas e Minorias (COMDIHPIM) da Câmara Municipal de Manaus, expôs o debate que se tornado mais que necessário que é sobre o respeito e liberdade de expressão para os representantes de movimentos de luta de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros. Para tanto, a Câmara de Manaus discutiu o tema em amparo ao “Dia Internacional contra Homofobia”.

Um encontro em que teve a sessão presidida pelo vereador da Comissão de Direitos Humanos, Plínio Valério contou com a participação do vice presidente da Comissão, vereador Sassá da Construção Civil, além dos colegas Bessa e Joana D’arc Protetora dos Animais.

Plínio Valério destacou que o tema é importante e serviu para chamar a atenção da comunidade contra a violência e o preconceito. “É importante lutar sempre por um mundo igualitário e sem preconceito”, assegurou o vereador. Ele explicou também que o 'Dia Internacional contra a Homofobia' foi escolhido para lembrar a exclusão da homossexualidade da Classificação Estatística Internacionais de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 17 de maio de 1990, oficialmente declarada em 1992.

Sassá da Construção Civil destacou que todos têm direitos, e afirma que a sociedade deve trabalhar por união pela causa dos menos favorecidos, e que a base de tudo é o respeito. O vereador do PT se colocou à disposição para lutar contra a homofobia, bem como defender os direitos humanos, "de todos os cidadãos. O movimento LGBT tem apoio da Casa”, afirmou ele.

O petista colocou ainda que a Câmara está à disposição dos movimentos para serem parceiros nas lutas em defesa de seus direitos. Para tanto, Sassá acredita que cada grupo, entidade tem que buscar mais e mais o apoio parlamentar, já que a Casa é legítima para defender todas as lutas.

POSIÇÕES

Durante o evento, a presidente da Associação da Parada do Orgulho Lésbico, Gay, Bissexual e Travesti, Bruna La Close, pregou união dos movimentos e coletivos para que possam avançar em suas conquistas. “Esse momento é de agradecer. É mais um passo que estamos dando nessa luta”, disse ela, agradecendo de público a ajuda dos parlamentares da realização da Parada Gay na Ponta Negra. “Precisávamos de 1.600 gradios e os vereadores nos ajudaram a conseguir”, disse ela pedindo aos movimentos mais diálogos e conversas com os vereadores.

A presidente do Movimento Lésbica, Sebastiana Silva falou sobre a violência contra o LGBT. Segundo ela, o Amazonas contabiliza 29 mortes brutais contra o segmento LGBT, das quais 25 só em Manaus. “Precisamos de políticas públicas afirmativas para garantir nossos direitos como cidadãos”, disse.

Representante da Escola Normal Superior da UEA, Vanúbia Araújo, ressaltou que a comunidade acadêmica retrata a realidade no cenário de ensino e extensão, falando o que a Universidade pensa sobre a comunidade LGBT e temáticas, que em muitas vezes tem sido tratada de forma desrespeitosa e discriminatória. “Temos contribuições em nível de parceria e pesquisa. Professores qualificados na temática de gênero, explanando com os acadêmicos e expandido essas contribuições para a sociedade”, disse.

O delegado Luciano Tavares, que representou a Secretaria de Segurança Pública, assegurou que discussões abertas e de valores são importantes para que se criem ações de combate ao crime contra o segmento. “Parabenizo ações como essas, que contribuem para o conhecimento maior e para estar mais presente onde acontecem os crimes”, disse.