Segunda, 07 Março 2022 10:13

Saídas para não depender só da ZFM

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PLÍNIO DEFENDE MODERNIZAÇÃO PARA FIM DA DEPENDÊNCIA DA ZFM, DIZ QUE HÁ ALTERNATIVAS SEM AS AMARRAS AMBIENTAIS E QUE O MODELO É UMA FORMA DE OCUPAÇÃO PARA PROTEÇÃO E AUTONOMIA DA REGIÃO MAIS COBIÇADA NO MUNDO INTEIRO

Diante do impacto da decisão do ministro da Economia , Paulo Guedes, de decretar a redução do IPI em 25%, sem medidas compensatórias para as indústrias instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), o senador Plínio Valério (PSDB-AM) voltou a defender a modernização e interiorização do modelo, com projetos de desenvolvimento sustentável centrados na rica biodiversidade do Amazonas, para tirar a Zona Franca de Manaus da eterna dependência do governo federal. Plínio insiste que a ZFM dá lucro para o resto do País, ainda é o modelo que dá empregos e preserva a floresta, mas lembrou que desde sua posse, defende na tribuna e nas negociações com autoridades da área, a ampliação e modernização das matrizes da empresas que se beneficiam das garantias tributárias diferenciadas no PIM.

_” Temos alternativas, sim. Todas elas envolvem nossos recursos naturais. Hoje atendemos a uma série de condições, na maioria com forte respaldo de fora, que tolhem esse aproveitamento de recursos, em especial minerais. Caso retirem nossas amarras, ou caso nós mesmos preferirmos esse caminho, temos condições de promover verdadeira explosão econômica. Fiquem as amarras e permanecerá nossa dependência da Zona Franca de Manaus, com seus méritos e com suas deficiências _ “defende Plínio em todos os discursos que faz da tribuna sobre a necessidade de modernização da ZFM.

Ao destacar que os amazonenses não devem nada ao resto do País em função das garantias tributárias diferenciadas para a ZFM, Plínio diz ser inexplicável o esforço do ministro Paulo Guedes em a cada decisão, enfraquecer mais e mais o projeto, afastando a ida de novas empresas e investimentos que geram emprego e renda para a população que vive amarrada em função das limitações ambientais no Estado.

_ “Fale hoje Amazônia, em Brasília ou nas regiões mais desenvolvidas do País, e ouvirão críticas ao modelo que vem até hoje garantindo emprego e renda, a Zona Franca de Manaus. O que mais se ouve é que se trata de algo inteiramente artificial, dependente de subsídios embutidos em renúncia fiscal. Falso.

Ele reforça que nunca haverá saída para essas amarras a novos projetos de exploração da riqueza mineral e biológica da região, sem olhar de frente a pobreza e os problemas sociais que colocam o Amazonas como o pior lugar do País para uma criança crescer.

“Zona Franca de Manaus representa menos de 8% do total da renúncia fiscal do País, embora seja o único segmento econômico incentivado que busca a diminuição das desigualdades regionais sociais no País. Sim, é o único desses segmentos que visa diminuir a miséria e a pobreza de uma região historicamente abandonada pelo poder público. E é o grande instrumento de preservação da floresta, na medida em que garante emprego e renda a uma população que, caso contrário, estaria condenada a explorar os seus recursos naturais “_ discursou Plínio.

Ele também alerta que a ZFM é uma alternativa de ocupação da Amazônia e uma arma geopolítica para o Brasil defender o território da ambição do Mundo inteiro .

_” Esse tratamento tributário diferenciado na Zona Franca, que gera 80 mil empregos, que ajuda a preservar a floresta do Amazonas em 97% , é na verdade uma forma de ocupação geopolítica da região, uma forma do Brasil dizer ao mundo que a Amazônia é nossa, a Amazônia brasileira _ “disse hoje o senador.

Em discurso assim que tomou posse no Senado, Plínio discursou na tribuna detalhando seus conhecidos compromissos com o mandato: luta em defesa permanente da democracia, em favor do debate institucional, pelo combate à corrupção e pelo desenvolvimento com preservação ambiental, tendo como meta principal a melhoria das condições de vida das mulheres e dos homens da Amazônia.

_ “Embora aparentemente presa em um infindável confronto entre preservação ambiental e desenvolvimento, a Amazônia brasileira conta, sim, com caminhos para fazer sua economia crescer, para elevar a qualidade de vida da população e para manter o compromisso com a natureza. É preciso, porém, romper o cerco que sofre de uma série de forças políticas e econômicas adversárias”.

“Existe um ponto essencial no debate sobre a Amazônia: qualquer solução para os desafios ecológicos passa necessariamente pelos problemas sociais. Sem enfrentá-los, estaremos enxugando gelo. Esse é o conceito real, que se sobrepõe às posturas politicamente corretas, mas de fundamento meramente, repito, ideológico e político _” criticou Plínio.