Terça, 16 Novembro 2021 12:51

Em eleição não se escolhe adversário…

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POR FRED LOBO

A grande novidade política da semana foi marcada por dois eventos muito  peculiares: primeiro o anúncio oficial que o Presidente Bolsonaro vai filiar-se ao PL para disputar a reeleição em 2022; e o segundo é a chegada definitiva do ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sérgio Moro para o cenário político nacional com a sua entrada no PODEMOS e ele já entrou no jogo com discurso pronto de candidato a Presidente da República pelo partido.

Existe uma máxima no futebol que diz assim: “Time que quer ser campeão não escolhe adversário”. É exatamente isso que me veio à cabeça quando estava assistindo a repercussão desses dois eventos que marcaram a nossa semana política. Bolsonaro tem agora dois adversários com musculatura para enfrentá-lo: Lula e Moro. Não me assustaria se no segundo turno, pasmem, os dois caminharem juntos, pois, não me surpreenderia se estes dois personagens se unissem para tentar derrotar o Presidente.  Seria cômico para não dizer trágico.

A filiação de Bolsonaro ao PL que deve oficialmente ocorrer dia 22 deste mês, segue uma lógica que eu escrevi há duas semanas. Não teremos mais espaço para o romantismo de 2018. Ele precisará de três fatores que serão fundamentais para a sua reeleição: Tempo de TV, para conseguir se comunicar com a massa, fazer chegar a informação aos locais mais distante e inóspitos do Brasil; Recursos do Fundo Eleitoral, que serão utilizados justamente para promover e produzir os programas eleitorais que apresentem ao Brasil todos os avanços conquistados na sua gestão; Uma equipe de Marketing profissional,  com ideias modernas que consiga extrair o melhor do Presidente, enalteça suas virtudes como gestor público, o apresente como homem de família e seja enfático no trinômio que passou a ser sua marca registrada: DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA. O PL vai lhe proporcionar tudo isso. Tem recurso, tempo de tv e estrutura partidária em todos os municípios do Brasil, aqui é onde se vence a eleição.

Sobre Sérgio Moro, um “herói nacional” até a sua saída pela porta dos fundos do Ministério da Justiça, ele terá que despir-se da sua imensa vaidade, do seu ego quase que incontrolável, para se tornar uma terceira via em condições de chegar ao segundo turno. Não é um adversário para ser menosprezado, muito pelo contrário. O vejo com chances de roubar, com o perdão do trocadilho, a vaga que hoje está reservada ao ex-presidiário Lula, embora, irá encontrar pela frente um território hostil e pouco amistoso. Moro tornou-se um escravo das suas próprias palavras, posturas e posições. Experimentará acusações de todas as ordens, mudando a posição até hoje de acusador, não será mais o “Juiz”, apenas um simples mortal que como qualquer outro brasileiro que pode concorrer a uma eleição, parece que ele já começou a entender esse jogo.

Particularmente, esse cenário me agrada, creio que o Presidente Bolsonaro vai ter a chance de encerrar um insuportável “mimimi” no voto. Ele terá todas as condições de derrotar ambos e começar um novo e virtuoso ciclo político no país, dependerá também da renovação do Congresso, mas desta vez, diferente de 2020 onde a sua neutralidade nas eleições municipais trouxe consequências danosas, ele vai participar ativamente das escolhas dos candidatos, irá optar por pessoas comprometidas com o seu projeto de Governo, engajadas com o mesmo pensamento que ele tem sobre o Brasil. Assim os frotas, hasselman e cia não terão mais vez em 2022.

Neste contexto, o PL do Amazonas vai colocar uma saia justa no deputado federal e vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos, opositor ferrenho de Bolsonaro. Ambos estarão no mesmo partido, para piorar um pouco mais esse constrangimento, Coronel Menezes, outro inimigo político, deve filiar-se em ato contínuo e sob as bençãos de Alfredo Nascimento que é o Presidente Regional. Ele mantém uma excelente relação com o veterano do exército brasileiro e aguarda ansioso o momento de dar, digamos, um troco no deputado que tentou sorrateiramente tomar dele o comando da legenda no estado. Essa atitude deixou marcas profundas que agora começarão a ser expostas de forma mais contundente. Marcelo, na minha opinião, vai aguardar a janela partidária e procurar seu espaço em outro lugar, mesmo sendo um camaleão político, ficar ao lado de Bolsonaro e de Menezes que o chamou recentemente de “imundície”, excede todos os limites da racionalidade e razoabilidade. Minha aposta é que ele vai para o PTB.

Esse xadrez político para 2022 começa a ganhar contornos dramáticos para muitos, o objetivo além de ganhar a reeleição com Bolsonaro a nível nacional, será aposentar alguns personagens da nossa história, entre eles, destaque absoluto para Omar Aziz que está na boca do povo e agora do ex-governador José Melo que começou a jogar a MAUS CAMINHOS definitivamente no seu colo.

Que phase!

 

 

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Autor é empresário e publicitário