Quinta, 01 Julho 2021 09:36

ÍNDIOS QUESTIONANDO PL BUSCAM APOIO

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OS 'PARENTES', ÍNDIOS DE AUTAZES E CAREIRO DA VÁRZEA FORAM PEDIR APOIO DA CASA DO POVO. SIM, os índios têm se unido Brasil afora, e um grupo expressivo está hoje, 1, reunido na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e juntos em cada estado fazem suas manifestações contra a  PL490/2007, que tramita na Câmara Federal. E na Capital, nesta quarta, 30, os índios amazonenses foram ao encontro do presidente da Casa, deputado Roberto Cidade, que recebeu os indígenas na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Roberto Cidade ressaltou a importância de dar voz aos indígenas, pois serão diretamente afetados, caso o PL seja aprovado. Vale destacar que o PL recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na Câmara dos Deputados e seguirá para votação dos destaques em plenário.

“Como presidente da Casa do Povo, não poderia me furtar a essa reivindicação. Todos desta Casa, tenho certeza, não apoiaremos nada que prejudique os povos indígenas. Recebemos as lideranças com muito respeito e carinho para que possam falar e reivindicar. O projeto tramita em âmbito federal, mas esta Casa está aberta a todas as reivindicações”, destacou Cidade.

Cinco décadas de manchetes sobre conflitos e mortes de indígenas | Notícias  e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 05.12.2017

TRIBUNA DANDO VOZ

Seis representantes dos povos indígenas presentes subiram à tribuna do plenário Ruy Araújo para expor as reivindicações. Entre eles, o presidente da Fundação Estadual do Índio (FEI), Edivaldo dos Santos Oliveira Munduruku, o qual pediu apoio da Casa Legislativa, especialmente do presidente Roberto Cidade, com relação ao PL 490.

“Faz-se urgente a aliança da Assembleia Legislativa com o movimento indígena. Infelizmente, a pauta que está sendo tratada em Brasília fere diretamente direitos conquistados. Essa pauta é, no mínimo, um retrocesso a todas as conquistas e fere de morte a Constituição Federal. O apoio da Aleam é importante e peço humildemente que o senhor ouça as reivindicações e toda articulação que o senhor venha a ter por Brasília, junto à Câmara e ao Senado Federal, com certeza, será de grande utilidade para ajudar toda a liderança indígena do Estado, hoje mais de 450 mil indígenas”, finalizou.

A representante da Organização das Mulheres Mura, Milena Correa Mura destacou a luta dos movimentos indígenas, bem como, o retrocesso do PL 490. “Nossa luta não para. Precisamos lutar para resistir a todas as batalhas que estão diante de nós e essa não seria diferente. Mais uma vez estão querendo tomar nossa casa, nossas terras e nosso modo de viver. Esse PL tira todos os nossos direitos. O presidente (Roberto Cidade) esteve em nossa aldeia e viu como é difícil chegar até lá e como é nosso modo de viver. Queremos nossa terra para viver e sobreviver. Quero deixar claro que precisamos do apoio dos deputados para que nossas bases não percam esse direito que foi conquistado há muito tempo”, disse.

POR TODA POPULAÇÃO

O presidente da Aleam, dep. Roberto Cidade reforçou que a Casa Legislativa está atenta aos anseios da população amazonense e propôs uma discussão mais ampla sobre os direitos dos povos indígenas.

Cerca de sessenta indígenas das etnias Mura, Sateré Mawé,Tikuna, Kokama, Cadena e Witoto participaram da Cessão de Tempo, na galeria do plenário, e seis representantes compuseram a mesa: Vanda Witoto – representante da Saúde dos Povos Indígenas; José Cláudio Pereira – Coordenador Geral do Conselho Indígena Mura de Autazes; Milena Correa Mura– representante da Organização das Mulheres Mura;  Samela Sateré Mawé – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil/Mulheres Indígenas Sataré Mawé; Edson Costa – representante da Organização Indígena Mura do Careiro da Várzea e Edvaldo Munduruku – Presidente da FEI.

Demarcação de terras indígenas: o que é e importância

Sobre o PL 490

O Projeto de Lei n. 490/2007 dispõe sobre a demarcação de terras indígenas pela União. O PL é de autoria do ex-deputado federal Homero Pereira (PR/MT).

O texto base foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

 

NOTA REDAÇÃO AGNORTE

É preciso que se diga que mais que natural que as leis sobre demarcação indígena seja melhor analisada, porque casos como em Roraima, um Estado que é cercado por reservas indigenas é até hoje prejudicado em sua economia, bem como em toda sua estruturação geográfica, porque houve erros neste processo de demarcação que dveria ser em ilhas, e não em terras contínuas. Um desejo apresentado por uma maioria de tribos indígenas na ocasião de sua demarcação, mas, que foi suprimida pela justiça, e a politicagem.

É fato, e deve-se salientar que os indígenas, em muito, têm sido usados, manipulados por Ong´s, por partidos e lideranças políticas maléficas, que usam muito da inocência dos índios, o que o Brasil hoje busca é dar voz a uma maioria, sim, de índios que querem participar do progresso do país, e ter suas terras, sim, usadas, e com isto terem lucro, terem os diritos de explorarem suas terras.

 Lula defende crescimento de Roraima mas sem tirar direito dos índios - Rede  Brasil Atual

Lula, quando presidente da República, que nunca visitou Roraima, atuou de forma torpe, suspeita em sua decisão de demarcar terras que hoje trazem miséria aos povos indígenas deste Estado...

 

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Texto: Assessoria Aleam

Foto: Evandro Seixas