Quarta, 30 Junho 2021 09:48

OMAR TENTOU INTIMIDAR FAUSTO

Avalie este item
(1 Votar)

UMA CPI DA PANDEMIA QUE PARA BOA PARTE DA POPULAÇÃO É A CPI DE HORRORES ONDE senadores, um trio de comando, agem de forma distorcida, desrespeitosa, valendo apenas os interesses destes senadores - Omar Aziz, Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues, e diante deste trio o deputado estadual Fausto Junior, que foi relator da CPI da Saúde, em 2020, na Aleam - Assembleia Legislativa do Amazonas, foi duramente atacado, e pressionado pela Presidência da CPI.

Presidência que vem da ação torpe do senador Omar Aziz, que do alto de seu currículo político - com esposa e familiares que foram presos por justamente serem suspeitos de serem comandantes de uma quadrilha corruptiva que assaltou à Saúde do Amazonas, se roga de probo e tentou intimidar constantemente o depoente. Mas, o deputado Fausto não se deixou levar pelas pressões de Omar.

Omar a todo custo queria que Fausto afirmasse que teria em seu relatório blindado o governador Wilson Lima. Para Omar e alguns outros senadores, como relator da CPI, do ano passado, Fausto deveria ter indiciado Wilson Lima, porém, o deputado destacou que sugeriu isto, porém, o colegiado da CPI decidiu na época que não havia indícios reais, e se caso o governador fosse indiciado, "todos os governadores deveriam ter sido indiciado, até memso o Omar Aziz, quando foi governador, 2011", salientou Fausto.

Fausto Júnior aponta na CPI da Covid fraudes na Saúde do AM

STF

O foco das perguntas dos senadores concentrou-se na decisão da CPI amazonense de poupar Lima — que, convocado a depor na CPI do Senado, obteve um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal para não comparecer. O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM); o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP); o relator, Renan Calheiros (MDB-AL); e outros senadores, como Eduardo Braga (MDB-AM) e Soraya Thronicke (PSL-MS), expressaram surpresa pelo não indiciamento.

Fausto Junior alegou que compete aos órgãos de controle aprofundar as investigações, chegando a invocar um dispositivo da Constituição do Amazonas que supostamente vedaria a convocação do governador à CPI estadual. Muitos senadores, porém, não se mostraram convencidos, e pressionaram o depoente a explicar melhor por que Lima não foi indiciado.

A CPI da Saúde do Amazonas estendeu-se de maio a setembro do ano passado, apurando irregularidades em contratos da secretaria estadual de Saúde entre 2011 e 2020.

VEXAME

O presidente da CPI da Pandemia e Fausto tiveram momentos de embates, onde Omar queria se impor em cima do depoente, mas, tendo apoio de alguns senadores, o deputado estadual não se calou e isto deixou Omar em várias 'saias curtas', diante do plenário da CPI, e viasto pela TV Senado, após isto vários memes nas redes sociais saíram com Omar sendo, pra variar, gozado pela população, por sua autação pífia, despudorada tentando se mostrar servil a um esquema, o mesmo que lhe tem feito riqueza, e de seus familiares, numa ação política sórdida, bem como é apontada pela Justiça e investigaççoes da PF.

Mas, Omar, manteve suas bravatas, "O que nós vimos aqui foi uma série de mentiras. Eu vou mostrar à população do Amazonas por que V.Exa. não indiciou o governador. Se V.Exa. não quiser responder, vai ser investigado pela CPI — anunciou Aziz.

— V.Exa. está me prejulgando — rebateu o deputado.

Omar Aziz fez várias perguntas sobre o patrimônio da família do depoente, que Fausto Junior negou-se a responder. Fausto é filho de Yara Lins dos Santos, conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas. 

E o estranho das perguntas, e intimidações de Omar para com Fausto é que do local onde o senador afirma que o deputado mora, este mesmo condomínio citado por Omar como sendo um lugar para muitos ricos, mas, ele mesmo, senador e ex governador tem moradia em tal condomínio de alto luxo de Manaus.

Deputado do AM cita Omar em problemas na saúde e dá argumento a governistas  | Poder360

 

PAGAMENTO INDENIZATÓRIO

O depoente defendeu seu trabalho como relator da CPI na Assembleia, enumerando mais de 17 crimes identificados, 50 indiciamentos pedidos e 14 prisões efetuadas como resultado do relatório da comissão. Segundo ele, uma das maiores fontes de corrupção na saúde amazonense é o "processo indenizatório", uma modalidade de pagamento por serviços prestados ao Estado que só deveria ser utilizada em casos de emergência, mas é praticada em grande escala há décadas e dificulta a fiscalização do uso dos recursos públicos.

— É uma forma temerária de contratar. Está num volume muito alto e isso precisa ser corrigido. Nossa recomendação foi que se elimine esse tipo de pagamento, o que vai ser acatado [pelo governo estadual] — afirmou.

NOVA CPI

Para alguns senadorees há entendimento de que a Assembleia Legislativa do Amazonas instaure uma nova CPI, para apurar a crise da falta de oxigênio ocorrida em janeiro deste ano. Como a CPI terminou em setembro do ano passado, não abrangeu o período de escassez de insumos hospitalares, que provocou centenas de mortes.

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) também lamentou que o caso não esteja sendo investigado pela assembleia amazonense.

— O povo morreu por falta de oxigênio. Esse fato é um fato criminoso contra o estado do Amazonas, que a assembleia legislativa, deputado, com toda sinceridade, deveria investigar. Não é possível que não esteja acompanhando! — indignou-se Braga.

Alguns senadores, como Marcos Rogério e Eduardo Girão (Podemos-CE), apontaram que os fatos narrados pelo deputado reforçam a necessidade de investigar como os estados e municípios gastaram as verbas liberadas pela União para o combate à pandemia. Luis Carlos Heinze (PP-RS) opinou que a crise do Amazonas "não foi falta de dinheiro, foi falta de gestão e competência por parte do governo do estado e prefeitos".

— Não houve a mesma incisividade para investigar o escândalo envolvendo o Consórcio Nordeste. Vamos investigar tudo! — disse Marcos Rogério, referindo-se à suspeita de desvio de verbas contra a pandemia em estados nordestinos.

 

 

...

Com Agência Senado