Quarta, 25 Março 2020 21:20

GOVERNO FEDERAL E EMPRESAS AÉREAS FAZEM ACORDO

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Por Anac e Ministerio da Infraestutura

Para garantir os serviços essenciais para o Brasil durante o período de crise causado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Governo Federal acompanha o planejamento da malha aérea feito pelas companhias Azul, Gol e Latam. A medida visa garantir que, mesmo com a redução drástica nos voos, nenhum estado fique sem pelo menos uma ligação aérea. 

Como parte das ações do governo para o setor, há o esforço de manter os aeroportos abertos ao tráfego, em alinhamento com os governos estaduais.O acordo foi firmado, nessa segunda-feira (23), após reunião entre as companhias aéreas, o Ministério da Infraestrutura e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Para o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, mesmo com demanda reduzida, é importante manter os aeroportos em funcionamento e as linhas aéreas disponíveis para que os serviços essenciais sejam mantidos. "O Brasil já conta com um déficit na balança comercial do setor de saúde e boa parte da distribuição de remédios, vacinas, insumos e equipamentos hospitalares é feita nos porões da aviação comercial", reforçou o ministro.
Tarcísio Freitas também destacou a importância do apoio estadual à operação, para que o transporte aéreo seja considerado um dos serviços essenciais a ser mantido em pleno funcionamento.
Já o diretor-presidente da Anac, Juliano Noman, afirmou que muitos países suspenderam as operações das companhias aéreas, o que prejudica a economia e a saúde da população. "Trabalhamos intensamente junto às empresas para possibilitar a manutenção de uma rede doméstica capaz de garantir um serviço aéreo mínimo no Brasil", afirmou.

Testes rápido de Covid-19

O ministro Tarcísio Freitas afirmou que vai iniciar o planejamento logístico, junto com as secretarias estaduais de Transportes, para distribuir 10 milhões de kits de teste rápido de coronavírus para os estados.O Governo Federal estima receber cinco milhões de testes adquiridos pelo Ministério da Saúde e outros cinco milhões que serão doados pela Vale.

O assunto foi discutido durante a 2ª reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Transporte, nessa segunda-feira (23). A reunião por videoconferência contou com a participação de 26 representantes de estados e do Distrito Federal (o estado de Sergipe não participou), além da ministra da Agricultura, Tereza Cristina.
Tereza Cristina pediu uma atenção especial dos estados para garantir a livre circulação de linhas privadas que transportam trabalhadores do agronegócio entre as regiões. Ela também reforçou a importância de manter os corredores de escoamento operando. 

“A gente tem uma preocupação com os caminhoneiros, que são fundamentais para o agronegócio. Nós não conseguimos rodar sem eles. Nossa preocupação é que eles tenham pontos para abastecer, para comer, postos que possam atender quem tiver problemas de saúde. O Ministério da Agricultura é parceiro, e estamos juntos nisso."