Terça, 13 Agosto 2019 12:39

BRASIL TEM QUE CRESCER, ENTÃO, PRECISA DE REFORMAS

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REDAÇÃO Agência do Rádio Mais

Na avaliação do professor de economia da USP em Ribeirão Preto, Luciano Nakabashi, os números do Índice de Atividade Econômica, medido pelo Banco Central e considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), são um indicativo da necessidade de estímulos à economia. Segundo o BC, a economia brasileira registrou retração de 0,13% no segundo trimestre de 2019.

Nakabashi explica ainda que seria necessário mais um trimestre de queda para que a economia esteja em recessão técnica, que é quando há dois trimestres seguidos de queda no nível de atividade.

“Quando a gente pega o PIB, a gente teve um crescimento no primeiro trimestre em relação ao trimestre anterior, mas o segundo é provável que tenha uma queda, se for de acordo com o IBC-Br. A gente teria que ter mais um trimestre de queda para a gente estar falando em uma recessão técnica, que seria este trimestre atual, que a gente está agora. Isso vai depender ainda. Eu acho que tem alguns dados que mostram a economia fraca de uma forma geral, principalmente a parte da indústria, mas existem possibilidades também de melhoras em termos de expectativas, que podem dar uma melhorada no ânimo dos empresários, dos investidores, e podem acabar afetando positivamente”, conta.

Segundo o professor Luciano Nakabashi, a liberação de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) vai ajudar a estimular a economia. Ele ressalta, no entanto, que é essencial que a Reforma da Previdência e a Reforma Tributária sejam aprovadas.

“Eu acho que é importante essa questão de tentar estimular um pouco a demanda agregada da economia brasileira, os gastos de uma forma geral, mas é fundamental que as reformas avancem. Mas, a demanda está muito fraca. Então, estas medidas que aumentam a demanda agregada da economia sem piorar a questão fiscal do governo são bem-vindas. Então, o governo está olhando dois lados: tentar melhorar os fundamentos da economia através de reformas importantes, a Tributária também entra neste sentido, e, por outro lado, tentar estimular a demanda, porque ela está muito fraca”, ressalta.

Vale ressaltar que o IBC-BR do Banco Central é um dos indicadores criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é calculado pelo IBGE. Os números oficiais do PIB do segundo trimestre serão divulgados no próximo dia 28.