Quinta, 08 Abril 2021 09:42

AUTISMO, UM DEBATE CONSTANTE

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Vereadores pedem atenção especial à pessoas diagnosticadas com autismo em tribuna popular

AZUL,A COR DA SAÚDE, A COR QUE EXIBE SUA PREOCUPAÇÃO COM UMA DOENÇA, O AUTISMO e de azul ficou o plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM), cor símbolo do autismo, e nesta quarta, 7, aconteceu a Tribuna Popular, que discutiu políticas públicas e melhorias na atenção às pessoas com o espectro autista.

O evento, que faz parte da celebração do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, comemorado em 2 de abril.

Na CMM estiveram presentes a advogada Alice Sobral, presidente da Comissão de Proteção aos Direitos das Pessoas com deficiência da OAB-AM, entre demais convidados.

Segundo dados, a cada 35 pessoas no mundo, uma é autista, este é um dado impressionante e que requer maior atenção do poder público para discutir como tratar e conduzir essas crianças no ambiente escolar e na família.

“As famílias sofrem muito porque não existe muita informação sobre o tema, e antes tratávamos esta síndrome como loucura, que não ajudava em nada e hoje temos como diagnosticar”, explicou o autor da Tribuna, vereador professor Fransuá. 

ALERTA

Alice Sobral alerta para a falta de estudos mais aprofundados sobre o transtorno no Amazonas, que não possui nenhum levantamento sobre o número de pessoas autistas. “No Brasil não existem informações oficiais sobre o número de autistas no pais, e quando falamos do Amazonas é mais complicado. É preciso avançarmos nessa área para que tenhamos dados concretos e ações que mais efetivas”.

A advogada pediu ainda que a CMM, proponha a criação de um centro de atendimento para adolescentes e adultos com autismo. “O que percebemos é que existe um atendimento para crianças com transtorno do espectro autista, porém essa atenção para adolescentes e adultos é inexistente, e peço que os nobres vereadores possam colaborar com essa ideia”, solicitou durante seu discurso.

PROBLEMA

A dificuldade de diagnosticar e criar dados oficiais de pessoas com autismo também foi destacada pelo vereador Elissandro Bessa (Solidariedade), que relatou o problema enfrentado pelas famílias em situação de vulnerabilidade social. “Em nossas visitas vemos pais que nem sabem que o filho tem autismo, e muitas dessas crianças apanham por serem diferentes, e esse é o triste cenário que encontramos”, registrou o parlamentar.

O presidente da Comissão de Saúde da CMM, vereador Daniel Vasconcelos (PSC) elogiou os pais de crianças autistas e afirmou que eles são verdadeiros heróis por deixarem suas vidas de lado para dar atenção exclusiva para os filhos. “Eu sei da dificuldade desses pais, o esforço que eles fazem ao se anular para viver a vida de suas crianças, e isso é algo tão lindo, portanto, é preciso criarmos mais políticas públicas para ajudá-los nesse processo”, disse.

CENSO

Em 19, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 13.861/2019, que obriga a inclusão, nos censos demográficos, de informações específicas sobre pessoas com autismo. Atualmente, não existem dados oficiais sobre as pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) no Brasil.

O Transtorno do Espectro Autista resulta de uma desordem no desenvolvimento cerebral e engloba o autismo e a Síndrome de Asperger, além de outros transtornos, que acarretam modificações na capacidade de comunicação, na interação social e no comportamento. A estimativa é que existam 70 milhões de pessoas no mundo com autismo, sendo 2 milhões delas no Brasil.

 

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Com Tiago Ferreira – Dircom/CMM

Foto: Robervaldo Rocha – Dircom/CMM