...Basta saber se ele será ainda fiel ao seu padrinho. Isto porque se Junqueira lembrar que se falar menos, ganha mais...

REDAÇÃO AgênciaNorte

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Por Marlen Lima

Márcio Junqueira conseguiu o que achava que não mais aconteceria em sua vida. Estar preso. Mas, não é difícil de entender uma carreira política que subiu, bem alto, prometia, porém, os muitos erros levaram a situação que hoje se encontra o ex deputado.

Falastrão, sempre no tom de revide em defesa do povo humilde, foi do microfone da rádio Equatorial FM 93 que Márcio Junqueira se fez conhecido, surgido do nada, chegando em Boa Vista amarrando uma 'cachorrinha', lá nos idos dos anos 90, foi ali na emissora de rádio, que era dirigida por Moisés Lipnik, deputado federal que tanto lutou para ser eleito, levou anos para conseguir, conseguiu e no próprio mandato morreu, infarto do coração - 16 de junho de 2003.

Mas, a vida segue, e Junqueira pegou este filão deixado por Lipnik. Ele se anunciava como o paladino do povo, e da rádio fez seu trampolim para uma eleição que ganhou a deputado federal, em 2006. Mas, vale dizer que se elgeu mais por erros de seus adversários, leia-se Romero Jucá, do quem em si pela sua astúcia.

Desde sempre Junqueira deixou sua marca, a de um falastrão, muito prometia pouco cumpria e muito devia a todos. Teve o fim de seu mandato quando deixou sua maior bandeira de sustento, que era espizinhar tudo que Jucá fizesse. Porém, uma vez eleito deputado no Congresso ele pôde sentir o 'poder' que todos dizem que Romero tem dentro da Câmara bem como do Senado Federal. E, ainda no primeiro ano de mandato, Junqueira quase sofre um processo de cassação na Comissão de Ética da Câmara por justamente falar demais. Aquilo foi um susto, e ali ele percebeu que seu maior adversário podia lhe calar. E calou. Márcio mais tarde enendeu que para ter suas emendas liberadas tinha que tomar a 'bênção' de Jucá, e assim se tornou seu pupiulo, e mansinho, 'pianinho' ficou.

Resultado de imagem para jucáPara os eleitores de Junqueira estar sob o comando de Jucá foi sua perdição. Junqueira ao ser calado, perdeu sua bandeira e foi perdendo espaço, respeito que já tinha pouco, o resto se foi. Uma reeleição que podia ser garantida caso não tivesse cometido tantos erros, foi pro 'balde'.

Sem mandato, como suplente Junqueira ficou à merce de governadores para poder reassumir o mandato. Teve que coçar muito saco para obter tal vaga - coçou até onde pôde - mas, pouco mais serviu.

Desempregado, o ex deputado sumiu de Roraima, mas, o poder de bajulação lhe garantiu alguns acenos de líderes de partidos na Câmara. Bonachão, sempre com ar de boa gente, Márcio Junqueira sempre foi soldado, sempre cumpriu bem o papel de ser mandado e servir aos mais esdrúxulos pedidos.

E foi justamente em atender aos comandos do PP, leia-se do senador Ciro Nogueira, seu padrinho político, que foi prestar serviço de ameaçar testemunhas no processo da 'Lava Jato', a qual investiga o senador do Piauí, que é presidente do nacional do PP. E assim, ao ser 'pego' ameaçando testemunhas que Márcio foi preso. É o único preso neste primeiro momento da investigação - afginal ele não tem mandato e não tem imunidade

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 parlamentar.

Assim, o preço de toda essa sobrevivência, subserviência de Márcio Junqueira hoje se resulta em estar preso.

Ciro nem no Brasil está, em viagem oficial pela Câmara está fora do país. Tem poder e dinheiro para se defender, agora Junqueira, mais uma vez vai ter que esperar as migalhas do resto que cair da mesa para lhe servir.

Para muitos de Roraima, Márcio Junqueira estar preso é o preço que ele merece depois de tanto enganar eleitores, parceiros e ex aliados, todos caíram na lábia do falastrão.

Basta saber se ele será ainda fiel ao seu padrinho. Isto porque se Junqueira lembrar que se falar menos, ganha mais.

 

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