Quarta, 18 Março 2020 03:21

CASO QUE TENTA CULPAR QUEM É INOCENTE

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Alejandro volta para penitenciária mesmo após DNA confirmar seu depoimento

REDAÇÃO AgNorte.com.br

Por Marlen Lima

O que vem sendo dito por aqui, e por alguns pardos veículos de informação sérios e eticamente compromissados com a verdade, é que este caso da morte de Flávio Rodrigues dos Santos, 41, envolvendo Alejandro Molina tem algo muito sinistro quando se insiste em afirmar uma falsa historia, que só tem servido mais às fake news, e com isto dividir a opinião pública, colocando o enteado do prefeito Arthur Neto como culpado de algo que ele não é.

Nesta segunda, 17, Molina teve sua liberdade suspendida, e retorna ao sistema penitenciário, após decisão da juíza Ana Paula de Medeiros Braga. A sua defesa já entrou com um novo recurso no Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

Mas, Vejamos.

Na denúncia enviada à Justiça, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) manteve a conclusão do inquérito policial que sugere Alejandro como réu por omissão na morte do engenheiro Flávio. 

As investigações baseadas nos laudos confirmaram a versão contada pelas testemunhas desde o início. Ou seja, Flávio não foi morto na casa e nem mesmo teve algum desentendimento com Alejandro.

Isto foi reconhecido pelo próprio Ministério Público, e por laudos periciais da Polícia.

Está lá! Isto é um fato real, mas, ao que parece tem sido distorcido...

SANGUE

Um dos laudos mais esperados no "Caso Flávio", referente ao DNA do sangue encontrado na residência não é de Flávio.

Mas, vejamos, se as amostras encontradas na casa, perto da mesa, no chão e na divisória da cozinha fossem do engenheiro morto, então isto confirmaria a versão de que ele teria sido morto na casa.

Entretanto, o resultado final apontou que o sangue de fato, era de Alejandro. A localização do sangue também condiz com a coronhada.

Conforme o exame, o sangue encontrado na cadeira, no rodapé do balcão da cozinha e nas proximidades do balcão pertencem unicamente a Alejandro Molina.

[Trecho do resultado do DNA]

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MUITO ESTRANHO

Embora o resultado do exame de sangue tenha sido de extrema importância, ele foi estranhamente omitido nas conclusões apresentadas pela polícia.

Os investigadores alegaram apenas que "a falta de isolamento e preservação do local" interferiram no trabalho da perícia "quanto a dinâmica do evento".

PRÓPRIA JUSTIÇA

Ao longo do processo de Alejandro Molina, ficou claro que a própria Justiça afirmou que o Flávio foi morto fora do condomínio.

Ao prestar informações para o desembargador José Hamilton Saraiva - magistrado responsável por julgar, o então Habeas Corpus de Alejandro - a juíza da Central de Inquéritos, Lina Marie Cabral, confirmou que Alejandro foi agredido com coronhadas pelo policial Elizeu da Paz e que Flávio foi retirado com vida do condomínio.

Tais informações se basearam nas investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

[Informações prestadas pela Central do Inquérito à época]

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CONFISSÃO

Até agora familiares de Alejandro tentam entender, bem como seus advogados, o por que dele estar sendo preso e indiciado por omissão, quando o agente é responsabilizado por ter deixado de agir e evitar o resultado.

Afinal, Elizeu da Paz e Mayc Vinícius Teixeira Parede - que confessou autoria do crime - estes, sim, são réus no caso.

A verdade aqui é que mesmo sem provas ou declarações que apontem Alejandro como autor da morte de Flávio, ele tem sido posto como culpado de algo.

POLITICAGEM

Para especialistas em Direito, e no meio político está claro que os desdobramentos deste caso Flávio, gera repercussão meramente politiqueira, tendo foco em desgastar a imagem do prefeito Arthur Neto, o que seria em ano eleitoral algo altamente favorável para seus adversários, especialmente para 2022, quando haverá apenas uma única vaga para o Senado - e sabe-se que o nome de Arthur é fortíssimo junto ao eleitor.

Apesar destes últimos contornos, Alejandro e sua família estão, segundo seus advogados, seguros de que a verdade prevalecerá e que ele é inocente.

Mesmo com todo peso de uma certa mídia corrompida, que só enxerga o que o seu bolso dita, distorcendo fatos, e criando mentiras, Molina tem na sua defesa a certeza de que a justiça tarda, mas não falta.

MAIS

Aqui não se tenta inocentar ninguém, porque os fatos por si mesmo relatam agora o que de fato aconteceu.

Agora, o público tem acesso ao processo criminal, porque assim a Defesa de Molina decidiu que fosse, e conseguiu isto da Justiça.Sendo assim todos poderão ter acesso à informação real dos fatos, e não mais ter as notícias direcionadas, criadas ao bel prazer de ações politiqueiras.

Acima de tudo o papel da imprensa é gerar o debate em cima de fatos reais, e aqui temos fatos reais, que goste você ou não do prefeito, ou de sua esposa Elisabeth Ribeiro, ou ainda se simpatiza ou não com Alejandro Molina, porém, não se pode criminalizar alguém distorcendo o que realmente está nos autos dos processo criminal, que tem já réus confessáveis - e em nenhum momento se apresentou provas de que Alejandro matou alguém ou tem alguma culpa nesta infeliz tragédia para os familiares de Flávio.