Terça, 19 Novembro 2019 18:27

A REAL HISTÓRIA DO CASO FLÁVIO RODRIGUES

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REDAÇÃO AgênciaNorte

agnorte.com.br

Por Marlen Lima

Um crime em que ocorreu na noite de 29 de setembro, no bairro Ponta Negra, na zona Oeste, tirou a vida do engenheiro Flávio Rodrigues, que tinha 41 anos.

Os rumores deste caso policial têm sido os mais variados e cheios de versões, que não se sustentam.

Por outro lado, a mídia, na ânsia de marcar um 'furo' jornalístico, acaba inundando as redes sociais de fake news. E isto, em muitas vezes, colocando entre os suspeitos Alejandro Valeiko, como se ele tivesse envolvimento na morte do engenheiro.

Mas, muito se explica deste assombro todo que se tem feito, porque Alejandro Valeiko é enteado de Arthur Neto - filho de sua esposa, Elisabeth Valeiko Ribeiro. Para muitos está claro que isto por si só expõe uma fórmula onde se tem colocado dois pesos e nenhuma medida para este rumoroso caso de polícia, onde o quesito político tem sido jogado pesadamente contra a família do prefeito de Manaus.

Nesta segunda/18, a Polícia fez reconstituição do homicídio de Flávio Rodrigues, que aconteceu na casa de Alejandro. Até agora são apontados seis suspeitos de envolvimento no crime contra a vida do engenheiro. São eles: Alejandro Valeiko, de 29 anos; José Edvandro Martins de Souza Junior, 31; Elielton Magno de Menezes Gomes Junior, 22; Vitorio Del Gatto; Elizeu da Paz de Souza, 37; e Mayc Vinicius Teixeira Parede, 37. Todos estes seis estiveram presentes na casa de Alejandro - que participou da reconstituição, junto com seu advogado de defesa Diego Padilha, além de delegados e peritos da Polícia.

Para Padilha, o seu cliente tem feito tudo para contribuir para a elucidação deste caso, fornecendo material para DNA, autorizou a reconstituição em sua casa, "essa acusação é a mais injusta que eu já vi em todos esses anos de advocacia. Alejandro é a vítima, foi agredido e está sendo tratado como acusado", disse o advogado.

O que Padilha e seu cliente, e familiares, querem entender é porque isto está ocorrendo, "quando na verdade, a reconstituição é feita quando há dúvida sobre como aconteceu o crime. Do nosso ponto de vista, como houve uma confissão e eu não vejo divergência entre o que foi confessado e o depoimento de todo mundo ali que foi ouvido, para mim (a reconstituição) é desnecessária", alega o advogado de Alejandro.

Já se passou mais de um mês que Flávio Rodrigues morreu, e a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) ainda não fechou o inquérito, apesar de já se ter uma confissão feita de quem praticou o crime.

Segundo a defesa, no que tem apontado nos depoimentos é que não se encerrou o caso devido ao assombro, de fato, susto que matou - uma 'pegadinha que saiu pela culatra - como vamos entender mais à frente...“Um susto mal sucedido” terminou de maneira trágica.

 

ONDE TUDO ACOMEÇOU

Os reais relatos nos leva, bem como a Polícia, ao sábado,28/10, no Bar Bohemia, no Centro, uma turma animada a muita bebida alcoólica, e 'cocaína', se alegrou a ir para a casa de Alejandro, já quase amanhecendo o dia. Segundo uma fonte policial, em depoimento,  Elielton Magno de Menezes Gomes Junior e o amigo Bruno Barroso estavam se embriagando e 'cheirando coca', quando Elielton falou com José Edvandro Martins de Souza Junior, mais conhecido como 'Júnior Gordo'; e que tinha ao seu lado, Flávio Rodrigues, este que estava pagando todas as bebidas, "para todo mundo".

A animação era grande e determinado momento Mathues de Mora Martins convidou a todos para iram na casa de Alejandro - no Condomínio Passaredo - além deste todos citados, ainda surgiu um homem de nome Pakalolo.

Diego Padilha destaca que à polícia o seu cliente confirmou as versões de Magno e Júnior - ou seja, Alejandro estava em sua casa na companhia do chef Vittorio Del Gatto, quando atendeu ao chamado de Mathues, informando que estava "indo lá" - em sua casa com alguns colegas.

Já dia amanhecido, domingo, 29, por volta das 10h os cinco citados acima, chegam na casa de Alejandro. O carro que conduziu todos era de Flávio Rodrigues, um Fox, branco. Segundo Alejandro, da turma que chegou em sua casa, ele e Vittorio só conheciam Mathues e Júnior Gordo.

No momento em que a 'turma da pesada' chegou, a Portaria enviou mensagem para o policial militar Elizeu da Paz de Souza, avisando que Mathues e Flávio estavam no Condomínio. Isto também foi feito por Vittorio, que mandou whatSsapp para Elizeu - já informando que o grupo estava fazendo maior "algazarra".

O chamado 'rock' - bebida alcoólica + cocaína, entre outros entorpecentes, já se estendia pelo dia e tarde, e então, Alejandro que confirmou que todos bebiam e 'cheiravam coca", quando se decidiu que a turma deveria ir para uma 'Rave' - festa regada com muitos som alta, tecno, e mais drogas e bebidas. Isto ocorreu em um sítio na Av. do turismo, no Tarumã. Neste exato momento da partida para Rave, Flávio manda aviso aos familiares que iria mais tarde para casa.

Para a Rave vão Alejandro, Matheus e Júnior Gordo. Magno fica na casa de Valeiko, e o tal 'Pakalolo' sumiu. Não é mais citado pela turma, em depoimento.  Por sinal, após saírem da Rave - o trio acima, só quem retorna à casa no Passaredo é Alejandro e Júnior Gordo, que encontram Vittorio na cozinha. Mas, Alejandro e Magono com Flávio saem para comprar mais bebida alcoólica - nas próprias proximidades do Passaredo.

Daí, para frente, o enredo fica ainda mais escabroso, onde o PM Elizeu da Paz e seu velho amigo de longa data, mais e 20 anos, Mayc Parede decidem entrar no Passaredo, e dar um susto na turma que ali abusava de álcool e cocaína - o que pareceu ser costumeiro.

E foi achando que podia dar apenas um 'susto' na turma 'enlouquecida' de Alejandro, dentro de sua casa, porém, foi aí que tudo saiu além da conta, com uma pessoa correndo para Portaria do condomínio, sangrando; Valeiko com uma pesada coronhada de uma arma de fogo na cabeça, e sangrando muito. E aos berros tirado da casa dele, Flávio sendo levado por Elizeu e Mayc - este em certo momento ainda no bairro Tarumã, tirou Flávio de dentro do carro de Elizeu, e o levou para dentro de um matagal, e ao tentar cortar o adesivo que tapava a boca de Flávio, este começou uma briga corporal com Mayc, e disto resultou em ele ter dado - como diria em seu depoimento - três ou quatro facadas em Flávio, que mesmo ferido correu para mais dentro da mata fugindo de Mayc. Ao retornar para o carro disse ao amigo que " fiz merda, acabei com a minha vida". O que de imediato o PM disse - "tu acabou com a minha carreira".

Aqui, tudo acim baseado em depoimentos dos suspeitos.

Depois viremos com a continuação deste enredo, triste, trágico de uma noitada virada, onde tudo pode acontecer.