Imprimir esta página
Terça, 01 Outubro 2019 16:51

DOR QUE NÃO PODE SER DIRIMIDA...

Avalie este item
(1 Votar)

REDAÇÃO AgênciaNorte

agnorte.com.br 

Por Marlen Lima

Dor de mãe é uma dor única. Dor de mãe pelo sofrimento de um filho só quem é mãe/ou pai para saber que não há tamanho de dor a ser dirimida.

Para aqueles que partidarizam questões familiares, que torpemente defecam suas sandices só com único objetivo de agredir, de humilhar, de ridicularizar para se sentir vencedor, este tipo de politicagem, reles, para estes politiqueiros cretinos, o povo amazonense sabe bem distinguir - a resposta será dada em seu tempo.

Isto vem à tona pelo sofrimento que passa a família do prefeito Arthur Neto, quando seu enteado Alejandro Valeiko passa por um momento delicado de sua vida, sofre de um mal terrível, mal este que assola crianças e jovens deste país, que também atinge milhares de amazonenses, que é a droga. 

Num artigo resignado pela dor de sua esposa, Elisabeth Valeiko Ribeiro, o prefeito de Manaus vem em sua rede social dissecar uma triste passagem de suas vidas, quando seu enteado tem a casa invadida por criminosos, bandidos, traficantes que usurpam vidas, e que nesta maldita teia pegajosa que é o vício, vêm matando pessoas de bem, caso do jovem Flávio Rodrigues, que tudo indica que por dívida para traficantes foi morto nesta segunda, 30/9.

Flávio estava na casa de Alejandro quando foi dali levado pelos traficantes, que depois o mataram.

Para Arthur Neto este é mais um número que se soma a triste realidade que nossa sociedade vive, onde uma parte é dominada pela criminalidade. E como não se bastasse a dor vivida das famílias que vivem o dia a dia da angustia causada por quem sofre de dependência química, a qual sofre Alejandro, onde sua família acaba ficando exposta, dominada por um sentimento de dor, que parece não ter fim.

Que fique claro que não é apenas o drogado que sofre, mas, com ele sua mãe, seu pai, irmãos, toda sua família!

E com Arthur Neto isto não é diferente, já que ele antes de ser prefeito é um cidadão como qualquer um, sendo assim está prestes a sofrer de todo mal que uma sociedade vive...Porém, seu único diferencial é que hoje na condição que está pode, e tem feito, trabalhar para que tenhamos uma Manaus mais limpa, mais organizada, mais iluminada, mais combativa, com seu povo melhor atendido.

Mas, vivemos numa sociedade cruel, condenatória.

Dra. Elisabeth sofrendo o que já sofre, contudo é uma esposa compenetrada, uma amiga e parceira de Arthur, é uma gabaritada profissional, reconhecida, uma mãe zelosa, uma mulher que apesar de seu sucesso profissional, sendo a mãe que é, porém, estando esposa de quem é acaba sofrendo ainda mais pela incredulidade da falta de sensatez.

Prefeito Arthur sabe que muito precisa ser feito, e como político que é, e nestes mais de 40 anos fazendo política que poucos têm conseguido fazer, com extrema ética e respeito para com todo cidadão, caminha para que Manaus seja, desde já, trabalhada para melhor estar em 2030. É um pensar lá na frente, já hoje sendo concebido, e assim é a sua luta agora, também, familiar para que o amanhã de seu filho de coração, Alejandro possa ser de mais amor, mais força de Deus em seu coração e que este seja transformador a ponto dele poder ver os verdadeiros raios de um sol de uma linda manhã próspera, austera e feliz!

Da Redação do AgênciaNorte, nos solidarizamos com os familiares de Flávio, que agora descansa em paz...Ao prefeito e sua esposa, desejamos rios de bênçãos de Deus, pois muitas pedras ainda serão tiradas do caminho, uma por uma, mas, certos estamos que aos filhos de Cristo Jesus nada lhes faltarão!

 ....

Abaixo, o artigo de Arthur Neto na sua página no Facebook...

05:200 hs. Penso muito na generosidade da nossa gente e pouco nas pessoas de maus instintos. Valorizo a primeira, sempre.
Meu enteado Alejandro, filho de minha esposa Elisabeth, é mais um dos milhões de usuários de drogas que as facções criminosas arrebanham em nossa cidade e em nosso país. Sofrido, luta contra o vício há mais de 10 anos.
O tráfico toma conta de tudo e de muitos. Nada se faz de efetivo contra ele, que corrompe consciências e se implanta com força em Manaus. Criou uma "justiça" própria, estabelecendo a pena de morte num país que não a adota.
A casa de Alejandro foi invadida na noite do último domingo. Dois homens encapuzados, "cobrando" dinheiro a um dos presentes. Um dos meninos se trancou no banheiro e Alejandro recebeu golpe de coronha que lhe abriu a cabeça. Levaram o que queriam: o rapaz Flavio, a quem "cobravam" pagamento pelo trabalho maldito que leva pessoas à perdição. Principalmente os jovens, muitos deles viciados desde 10 ou 12 anos de idade.
Sequestraram e assassinaram Flavio, assim como sequestram e matam, todos os dias, aqueles que se tornam dependentes e não conseguem mais pagar aos seus algozes.
Minha esposa entrou em desespero, quando soube que gente sem caráter tentava fazer crer que seu filho teria matado Flavio. Maldade indescritível. Alejandro saiu ferido pela truculência dos invasores e, quando o vimos, seu estado era lamentável: ferido, abatido, com medo de ser morto por tipos parecidos com os que levaram seu amigo, outra vítima das drogas, que se espalham como praga, muitas vezes perto da gente.
Elisabeth tomou conhecimento dessa infâmia, quando Alejandro já se encaminhava para internamento numa clínica para dependentes. Revoltado com a mãe que, mais uma vez, o socorria e, outra vez mais, chorava pelo medo de perder pessoa tão amada.
Chegaram a fazer transmissões ao vivo, inventando que Alejandro estaria, naquele momento, no Distrito Policial, onde, bem cedo, ele já prestara depoimento. Amargurou minha alma, porque se Elisabeth não fosse minha esposa, não teria havido tanta mentira e tanta tentativa de escândalo. Era a mim que queriam atingir. Talvez por ter organizado as finanças e a previdência de Manaus. Por não se conformarem com tantas obras transformadoras que varrem a cidade inteira. Por não aceitarem o respeito que o Brasil me dedica e que é o meu orgulho.
Fiquei pensando se não estaria prejudicando a arquiteta de renome, de vida cômoda e tranquila, até me conhecer e termos decidido a partilhar a vida.
Falo para mães e pais que, diariamente, perdem seus filhos primeiro para o tráfico e depois para a morte. Mães e pais, indefesos, que não têm voz e nem vez. Mães e pais, cujos filhos viciados, desesperados, mortos, não interessam a quem vive de fabricar manchetes. Mães e pais de cujos filhos Elisabeth procura cuidar como se fossem seus. Mães e pais que convivem com o medo e a incerteza o tempo todo.
Isso mesmo que Alejandro sempre provocou em Elisabeth: sumiços, distância, vida sem sentido, desperdiçando o futuro. É triste para mim vê-la na sala ou no quarto, calada, triste, chorando, por não poder acarinhar seu menino querido.
Botemos um ponto final: Alejandro estava recebendo amigos. Teria cabimento que sumisse por segundos e voltasse de capuz, armado (ele nunca usou nem canivete) e sequestrasse Flavio? Sim, porque o assassino desse pobre rapaz o sequestrou e, para fazer isso, teve de abrir a cabeça de Alejandro com uma coronhada. E porque Alejandro ficou parte da madrugada cercado por nós, que depois o transferimos para outro lugar, com receio de que a solidão atraísse os bandidos de novo.
Sejamos claros: Alejandro é doente. Padece de um vício que não o abandona. Mas jamais foi ou será um assassino. Bem ao contrário, é vítima de gente que mata e sequestra sem remorso, movida por dinheiro imundo.
Manaus está cheia de Alejandros. E de monstros que os exploram impunemente. Sociedade injusta. Pela miséria, fornece soldados para os chefões do tráfico.
Vejo minha esposa, finalmente, conseguir dormir. Isso me acalma o coração. Sei, porém, que o despertar será outro dia de dor pelo filho isolado numa clínica.
Que os assassinos de Flavio sejam logo presos e levados a julgamento.
Manaus merece paz e verdade. Jamais mentiras e terror.