UM GOVERNO SEM JACTÂNCIA

....O governador eleito, Amazonino Mendes se encontrou com a imprensa para um bate papo...E de forma serena disse que acha muito estranho o governo interino tomar medidas que de regra não são suas...

REDAÇÃO AgNorte

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Por Marlen Lima

Amazonino foi eleito, em 27 de agosto, último, e logo na sua primeira semana rodou bastante com seu vice, Bosco Saraiva, indo a Brasília (DF) para começar a tomar par de seu governo, buscando ter o apoio necessário...Porém, o Estado vai sendo conduzido interinamente por David Almeida, presidente da Assembleia Legislativa que licenciado assumiu o comando do Amazonas com a cassação de José Melo...Mas, de pronto ao assumir ele se preocupou em manter um ritmo acelerado de ações, tudo, segundo o governador tampão, para que a máquina administrativa não parasse e o povo ficasse sem ordem. 

De fato, David mexeu e mexe com as estruturas do Estado dando uma movimentação que para o governador eleito, este o governo interino já foi além de seu papel, "além de sua interinidade", garante Amazonino, que surgiu para uma coletiva com ares renovados, sereno, tranquilo, e de forma madura afirma que no momento certo poderá falar abertamente sobre todo esse processo que politicamente o Amazonas vive.

Ao ser perguntado sobre a possível revogação do ICMS, Negão diz que se o governo interino não o fizer, ele o fará. "Se não revogar, eu revogo, até porque isto já era para ter sido feito, só acho estranho que esteja se fazendo agora", disse ele, que enfatizou que não teme o quadro partidário que encontrará na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), e que vai governar para todos, conversando com todos, "e que não é 3 ou 4 que mudará isto, porque a Assembleia é formada por 24 deputados, portanto...", disse Negão, dando a entender que com toda sua experiência vai conseguir governar tendo uma maioria a lhe apoiar – ele está ciente que David Almeida pode significar mais um adversário, e como presidente do parlamento, pode até ser um calo no governo novo – “espero que seja algo democrático”.

E em se tratando de nomes, questionado pelo AgNorte sobre a lista de secretários que estarão ao lado do novo governador, Amazonino disse que está fazendo um estudo profundo, que este é um assunto delicado que ele se debruça para ver nomes, realmente técnicos, "isto é uma tarefa espinhosa, muito difícil porque estamos vendo nomes bons, realmente técnicos, para que seja uma contratação técnica e não política. Porque não existe ninguém que diz para Amazonino a secretaria que quer", salientou Negão, afirmando que o governo não é cabide de empregos, e que quer pessoas realmente ligadas a ele, diretamente.

Diante disto, perguntado se dos dois que estavam ao seu lado – Sidney Leite e Bosco Saraiva, poderiam ser dois secretários dele – Secretarias de Agricultura e Infraestrutura, respectivamente, Amazonino preferiu sorrir e dizer que não sabe de nada..Nada que possa ser dito agora.

Fontes ao AgNorte indicam que Bosco está muito ‘certo’ para Infraestrutura, e Leite tende a ficar na ALE, devido a sua postura firme, ser o Líder aglutinador que Negão precisa para seu curto mandato, ‘ afinal Sidney é uma voz eloquente, preparada, desafiador, como deve ser diante do quadro que surge’, diz um parlamentar que prefere o anonimato.

TENSÃO

Sabe-se que os ânimos na Aleam estão tensos porque Abdala Fraxe (que está na Presidência, interinamente) tem batido de frente com grupos de deputados ligados a Eduardo Braga, Omar Aziz e ao próprio Amazonino. Acredita-se que estes parlamentares devem se unir contra um grupo novo, liderado por David Almeida.

Por fim, Amazonino se disse muito preocupado com o quadro que o Estado está, e da grande transformação que precisa passar.

Negão deu entender que para alguns políticos, o Amazonas parece que já está com tudo resolvido, e "não se iluda com a minha idade, sempre fui revolucionário, e apesar de muitos equívocos que estão ocorrendo, que prefiro não falar agora, mas, muito estranho certas coisas que ocorrem", disse o governador, que espera mais altivez dos políticos, porque segundo ele não tem mais desculpas de se prolongar o repasse do Estado, "para quem foi eleito pelo povo", se referiu Negão, dando uma indireta ao papel da Aleam, que já por duas vezes mudou a data de posse de Amazonino como governador.

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